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Especiais Selectus nº 6809

Uruguai – Quanto foi o faturamento com as exportações de lácteos e quais destinos?

Produção/UR – O faturamento com as exportações de lácteos pelo Uruguai, em 2023, foi de US$ 855 milhões e caiu 8% em relação ao recorde do ano anterior - US$ 925 milhões. Ainda assim é um desempenho de destaque e trata-se do segundo maior valor dos últimos cinco anos.

Fonte: Fonte: El Observador - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Carlos Marcelo Martinez on Unsplash
Uruguai – Quanto foi o faturamento com as exportações de lácteos e quais destinos?

Outra leitura positiva é que o faturamento de 2023 é 51% superior ao valor mínimo do último decênio, de US$ 568 milhões, em 2016.

Segundo mostra a análise do Instituto Nacional do Leite (Inale) sobre o comércio de lácteos, e considerando a situação e as perspectivas da leiteria uruguaia em 2023 – a queda de 8% pode ser atribuída, principalmente, pelo recuo dos preços.

Em equivalente litros de leite (EqL), foram 1.537 milhões de litros, praticamente o mesmo volume de 2022 (1.545 milhões de litros), e 33% acima do valor mínimo (1.154 milhões de litros em 2014).

Analisando a evolução da última década, o faturamento caiu a uma taxa acumulada anual de 0,6% com um volume que cresceu a uma taxa anualizada de 0,9% e redução de 1,5% nos preços obtidos em litro EqL.

Em 2023 o faturamento mensal ficou melhor na comparação interanual, em quase todos os meses, exceto em janeiro.

Foram embarcados 1.537 milhões de litros de leite. O maior volume, 155 milhões de litros em novembro, e o menor, 111 milhões de litros, em fevereiro.

O preço médio recebido pelos produtos lácteos exportados em 2023 (determinado a partir do faturamento e do volume em EqL total), foi de US$ 056 por litro, 7% inferior ao obtido no ano anterior, US$ 0,60 por litro. O valor mínimo foi registrado em novembro (US$ 0,48) e o máximo em fevereiro (US$ 0,61).

Os 88 destinos

Durante o último ano houve exportação para 88 destinos mas, 70% do faturamento ficou concentrado no Brasil, Argélia, México, Argentina e Rússia.

Caiu a posição da China como destino de produtos do Uruguai. Em 2022 ocupou o posto 3, representando 10% das exportações uruguaias, e em 2023 caiu para o posto 6, representando 3%.

O Brasil cresceu como destino, gerando 49% do faturamento, o que corresponde ao aumento de 60% em relação a 2022.

O segundo posto foi ocupado pela Argélia e concentra 14% do total faturado, apresentando queda de 42%.

Com menores percentuais encontram-se México e Rússia (4% e 4%), os quais mostraram um aumento de 21% no caso do México e queda de 15% no caso da Rússia.

Analisando as exportações por regiões, o Mercosul é responsável por 53% do faturamento, seguido pela África (21%), o resto da América Latina (11%), Ásia (10%) e Rússia (4%).

Principais Produtos

A cesta dos principais produtos exportados inclui leite em pó integral (LPE), leite em pó desnatado (LPD), queijos e manteiga.

Estes produtos representam US$ 780 milhões e 1.529 milhões de litros de leite, ou seja, 91% do faturamento total e, 99% do total de litros de leite exportados.

Leite em pó integral

O LPE constitui o principal de exportação e é responsável por 66% do faturamento. Registrou aumento de 3% em relação ao ano anterior. Isto se deve ao crescimento das quantidades colocadas (+15%) que compensou a queda do preço (-11%).

Em 2023 as exportações em valor e volume de LPE bateram os recordes dos últimos dez anos (apesar da queda no preço) chegando a US$ 569 milhões e 160 mil toneladas.

É preciso mencionar que, as exportações de LPE estão crescendo a uma taxa acumulada de 5% ao ano, com crescimento de 8% em volume e queda anual de 2% no preço.

Entre os principais destinos de LPE se encontram Brasil (55%), Argélia (21%), China (3%), Nigéria (3%) e Emirados Árabes Unidos (2%).

Queijo

O queijo constitui o segundo produto lácteo exportado, representando 14%. Teve aumento de 4% no faturamento em relação ao ano anterior, sendo o aumento de preços (+8%) determinante para esse resultado, já que em volume teve queda de 4%.

O faturamento final de 2023 foi de US$ 116 milhões, que se encontra 54% abaixo do pico registrado em 2013 de US$ 255 milhões.

Entre 2013 e 2023 o faturamento caiu a uma taxa anualizada acumulada de 8%, com queda de 7% no volume e -1% nos preços.

Por destino, o Brasil encabeça o ranking (25%), seguido pelo México (20%), Rússia (14%), Argentina (12%) e Chile (9%).

Leite em pó desnatado

O LPD é o terceiro item mais exportado e representou 5% do faturamento. Teve queda de 59% em relação ao ano anterior.

Isto se deve, principalmente, à queda das quantidades embarcadas (-56%) e dos preços (-6%). É o segundo valor mais baixo dos últimos dez anos.

Entre 2013 e 2023 o faturamento desceu a uma taxa anual acumulada de 11%, com redução de 10% no volume e, preços 1% menores.

O Brasil lidera como principal destino das vendas, 79%, seguido pela Bolívia e Rússia com uma menor participação (8% e 6%, respectivamente).

Manteiga

O quarto posto é ocupado pela manteiga, em ordem de faturamento. Representou 6% do faturamento com as exportações de lácteos e registrou queda de 39% em relação ao ano anterior. Esta queda se deveu ao menor volume (-34%) e aos preços (-7%), respectivamente.

Entre 2013 e 2023 o faturamento desceu a uma taxa anual acumulada de 6%, com redução de 8% no volume, mas aumento de 1% dos preços.

A Rússia foi responsável por 22% do faturamento com manteiga, seguida pela Arábia Saudita (14%), Brasil (13%), Barein (8%) e Egito (6%).

Importações de lácteos

As importações do Uruguai são pouco significativas. Em 2023 foram equivalentes a 3,4% das exportações em faturamento (US$ 29 milhões, 15% a mais que em 2022) e 1,6% em EqL (24,33 milhões de litros, 24% a mais que em 2022).

Isto denota que a composição da cesta de produtos importados tem um preço médio maior em EqL do que os exportados.

Os principais produtos importados no ano foram queijos (33%), seguido por sorvetes (21%), leite UHT (13%), fórmulas infantis (6%) e outros (30%).

A Argentina se destaca como principal origem dos queijos, sorvetes e outros produtos (iogurtes, pastas e outros) e o Brasil fica em destaque na venda de leite UHT.

As importações cresceram a uma taxa anual acumulada de 3,9%, em valor, nos últimos dez anos, com um comportamento díspar segundo o ano: em 2013, 2015, 2017, 2020, 2021 e 2023, cresceram em relação ao ano anterior. Mas houve queda nos outros anos.

Em valor, o crescimento mais importante se deu em 2021 (94%) e a queda mais significativa em 2022 (-34%). 

A Argentina é o principal fornecedor de lácteos importados em valor, 63%, seguido pelo Brasil com 22%, a União Europeia com 10% (Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Países Baixos, Itália e Polônia), México e Estados Unidos foram responsáveis, igualmente por 2%, e outros países enviaram 1%.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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