Argentina – A produção de leite de fevereiro de 2024 recuou 17%
Produção/AR – Os efeitos negativos do clima continuam impactando nos índices de produção de leite.

Em meio à onda de calor, em fevereiro passado, foram produzidos 686 milhões de litros de leite, o que representou queda de 12% em relação a janeiro. Em comparação com fevereiro do ano passado, a redução foi de 17%.
Segundo os dados publicados pelo Observatório da Cadeia Láctea Argentina (OCLA), foi a maior baixa em quantidade de litros dos últimos 5 anos. Mas de acordo com as estatísticas do analista José Quintana, trata-se da maior diminuição interanual dos últimos 40 anos.
Os motivos de semelhante redução na oferta de leite, que impacta em cheio no faturamento das fazendas leiteiras, estão relacionados ao clima. As altas temperaturas afetaram as vacas, e mais ainda nos estabelecimentos que não possuem uma infraestrutura necessária para mantê-las abrigadas, como galpões ou sombras apropriadas.
As regiões mais prejudicadas foram as bacias leiteiras de Córdoba e Santa Fe, seguidas logo por Buenos Aires.
O OCLA projeta queda similar em março (pois, acrescente-se ao calor, as chuvas intensas) e que este ano a expectativa é de que a produção de leite caia entre 3% e 5%.
Diante deste cenário os preços deveriam continuar subindo de forma acentuada, como vem ocorrendo nos últimos meses, o que não significa que isso possa compensar o faturamento das fazendas com a menor produção.
Além da exportação, para onde são canalizados, historicamente, 25% da produção nacional e que agora vinha crescendo, começa a ter problemas de competitividade em decorrência da defasagem cambial do dólar, e uma inflação interna que está aumentando de forma acelerada desde dezembro.
Tudo isso reduz a capacidade de pagamento da indústria de laticínios, mesmo diante da pouca oferta e não seria de estranhar que se termine pagando acima de sua capacidade como ocorreu em outras épocas e com tantos outros produtos.
















