Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Especiais Selectus nº 6835

Argentina – Produção inteligente: aplicar tecnologias para transformar a fazenda leiteira

Futuro/AR – Na Argentina existem mais de 300 robôs instalados na produção de leite e mais de 20% do rebanho nacional conta com algum tipo de tecnologia incorporada.

Fonte: Fonte: agrositio - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Owen Beard on Unsplash
Argentina – Produção inteligente: aplicar tecnologias para transformar a fazenda leiteira

“A automação, os sensores e a robótica são ferramentas cada vez mais adotadas pelos produtores e que ganham terreno na produção de leite, apesar do contexto macroeconômico”, assegurou Miguel Taverna, coordenador nacional de leite do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA).  

De acordo com o especialista, “aplicar inteligência artificial à produção de leite permite obter informações estratégicas para a tomada de decisões corretas com um mínimo de margem de erro. Assim, é possível gerir de um modo muito mais preciso o sistema de produção e o uso eficiente dos recursos, melhorando os fatores econômicos e ambientais da fazenda leiteira”.

Uma produção de leite inteligente requer o uso de sensores que permitem monitorar praticamente todos os aspectos que envolvem o sistema produtivo: desde o comportamento do animal, a ingestão de alimentos, sua saúde e até aspectos hormonais. Além disso, é necessário incorporar as tecnologias da comunicação e de informação, assim como a automatização e a robótica que podem transformar os sistemas.

Para Taverna, “produzir de maneira inteligente nos permite ser eficientes no uso dos recursos, ao mesmo tempo em que as tecnologias captam, mostram e geram informações objetivas sobre as condições nas quais estamos produzindo leite na Argentina”. E neste ponto, não tenho dúvida em assegurar que “esta informação possibilita dar respostas para as demandas dos consumidores e mercados internacionais que querem saber com certa precisão as condições nas quais produzimos os alimentos”.

“Se somos inteligentes e trabalhamos os dados, podemos conseguir um reposicionamento do setor frente a sociedade como uma atividade produtiva não contaminante, alinhada às demandas ambientais internacionais e do uso dos recursos escassos como a água, entre outras boas práticas”, destacou Taverna.

Com inteligência, se multiplicam os benefícios

Entre as vantagens da incorporação destas tecnologias às fazendas, Taverna destacou que “são tecnologias que podem ser adotadas independentemente da escala da fazenda” e, se bem que as de maior escala têm mais possibilidades, mas também estão acessíveis a produções familiares. Além do mais – destacou o especialista do INTA – “podem ser incorporadas de forma progressiva”.

Por outro lado, “pontualmente a robótica e a automatização permitem melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ao simplificar as tarefas da fazenda, o que, além do mais, impulsiona a fixação no território das famílias produtoras de leite e das novas gerações de produtores”, destacou Taverna.

Um curso virtual em oito módulos

Com a colaboração de 20 empresas privadas, o INTA organizou o Curso de Tecnologias Inteligentes que começará no dia 26 de abril.

Desenvolvido em um formato acessível e virtual, o curso conta com oito módulos. Os temas abordados vão desde a identificação eletrônica dos animais até a gestão estratégica da informação para a tomada de decisões.  

O curso, que neste caso é destinado a profissionais, propõe oito módulos ministrados em sete aulas virtuais de três horas cada uma, nas manhãs de sexta-feira. Haverá um módulo adicional de visita a fazendas inteligentes, organizado segundo a procedência dos participantes.

Contará com mais de 30 palestrantes de empresas líderes, acadêmicos nacionais e internacionais, e produtores que compartilharão suas valiosas experiências. Está previsto ainda, intercâmbio entre os participantes e acesso a uma plataforma com materiais utilizados nas classes. Possibilidade de obter um certificado ao completar o curso.

É uma oportunidade para adquirir conhecimentos científicos e empresariais de vanguarda, e conectar-se com uma rede de profissionais apaixonados pelo futuro da produção de leite.

Acesse aqui a matéria na íntegra

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients