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Queijos artesanais do Ceará podem atingir grandes mercados do Brasil com certificação

Queijo artesanal - Os queijos artesanais produzidos no Ceará podem conquistar grandes mercados se passarem pelo processo de certificação. Essa é a avaliação do superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Ceará, Augusto Júnior.

Fonte: Fonte: Diário Do Nordeste | Foto de capa: Imagem de PDPhotos por Pixabay
Queijos artesanais do Ceará podem atingir grandes mercados do Brasil com certificação

O Mapa concedeu o primeiro Selo Arte, certificação que atesta a fiscalização de produtos de origem animal produzidos artesanalmente e permite a comercialização em todo o País, ao Ceará. A queijaria Dona Vita, de Limoeiro do Norte, agora tem os limites de venda ampliados. 

Augusto Júnior afirma que um dos objetivos da superintendência é expandir essa certificação para outros produtores. “A regularização vai abrir um comércio fenomenal. Se a gente visitar os municípios do interior, como Quixadá e Jaguaribe, todos têm queijos com especialidades. O que falta é o produtor ter o conhecimento e ousar acreditar que pode ter esse selo”, afirma. 

O superintendente ressalta que os produtos cearenses têm capacidade para assumir destaque nacional, mas que a grande maioria ainda tem autorização limitada para comércio local.

O Ceará produz 2 milhões de litros de leite por dia, uma parte é captada pela indústria e a outra vai para essas queijeiras informais. O estado tem tudo para assumir o protagonismo, nós temos excelentes queijos, mas não recebem o tratamento adequado”, aponta Augusto Júnior.

Aumento nas vendas

Marcelo Guimarães, produtor responsável pela queijaria Dona Vita, espera um aumento de vendas significativo com a certificação do Selo Arte. A produção do queijo artesanal ocorre desde 2019 e envolve seis pessoas. 

Esse selo é de fundamental importância. Como o nome já diz, é uma arte de fazer queijo artesanal maturado. Vamos tentar entrar em mercados a nível nacional, com essa diferenciação do artesanal, que não somos indústria de grande porte”, aponta o produtor.

Para obter o Selo Arte, os produtos artesanais devem ser estar cadastrados no Sistema Nacional de Cadastro de Serviços de Inspeção, Estabelecimentos e Produtos e comprovar que atendem às boas práticas agropecuárias. Além disso, o produtor deve elaborar memorial descritivo do processo de fabricação, controle de qualidade, armazenamento e transporte.

Antes de se candidatar à certificação nacional, que permite a venda para todo o território, os produtos devem ser certificados pelo município e pelo estado, a partir do Serviço de Inspeção Oficial. 

Vitor Hugo Miro, professor do Departamento de Economia Agrícola da UFC, afirma que a certificação permite a fixação de preços mais altos, resultando em maior receita e margem de lucro.  

A certificação representa uma sinalização positiva em relação à qualidade do produto. Certificações são outorgadas quando um determinado produto atende à critérios estabelecidos. Permitem ao produtor diferenciar seu produto no mercado, agregar valor e conquistar novos consumidores que buscam produtos de qualidade e com origem rastreável”, explica o especialista.  

Desburocratização do processo

Um dos grandes impasses para a falta de formalização de parte das queijeiras cearenses era a demora do processo de certificação tradicional, segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Amílcar Silveira. 

O processo burocrático dura mais ou menos dois anos, é oneroso e às vezes o pequeno produtor não tem capacidade financeira de fazer essa certificação. Com o advento da certificação artesanal, podemos facilitar o pequeno produtor do interior do Ceará vender para o país inteiro”, destaca.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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