Processamento de alimentos e a necessidade da transparência
Transparência – Já é comum que, quando falamos de uma dieta saudável ou alimentação saudável, nos referimos a uma dieta rica em verduras e frutas com fibra e sais minerais, mas também com baixo teor de sal, açúcar ou gorduras saturadas. O que geralmente passar despercebido é o grau de processamento ou transformação dos alimentos.

Tendo sido comprovado que quase todos os alimentos são, de alguma forma processados, e permite que tenhamos acessos a produtos que fazem parte de nossa tradição gastronômica como queijo, pão ou vinho, existem processos primários que não alteram substancialmente os alimentos originais com o objetivo de conservá-los e torna-los mais acessíveis, práticos m mas também mais seguro e agradáveis ao paladar. Ditos processos incluem, por exemplo: refrigeração, pasteurização, fermentação, secagem, desnatado ou envases.
Depois tempos os processos que permitem extrair dos alimentos substâncias como óleos, gorduras, farinhas, amidos, açúcares, que geralmente são ingredientes utilizados na preparação de pratos obtidos a partir de alimentos frescos ou minimamente processados. Assim, se acrescenta azeite às saladas, transforma a farinha em pasta, acrescenta açúcar ao leite fermentado.
Ao agregar sal, conservantes, aromatizantes e corantes a estes ingredientes, bem como quantidades relativamente pequenas de alimentos minimamente processados, os chamados produtos ultra processados como salgadinhos, garras, batatas fritas, confeitaria, refrescos, cachorros quente, mas também iogurte de frutas, margarinas, bebidas energéticas e esportivas, obtêm-se bebidas diversas. São alimentos elaborados para consumo imediato – prontos para beber. Normalmente são produtos de marca, distribuídos internacionalmente, altamente anunciados e lucrativos.
Novas tendências alimentares
Dois terços da energia mundial de alimentos vêm de produtos processados ou ultraprocessados, cada vez mais elaborados, refinados e apresentados para serem funcionais e propósitos específicos. Sua composição é muito mais complexa do que os produtos tradicionais e é difícil para o consumidor distingui-los. Um estudo da Fundação Britânica de Nutrição mostra que os consumidores prefeririam evitar os alimentos ultraprocessados, mas admitem que são práticos e rápidos de usar. Em geral, os consumidores desconfiam dos alimentos ultraprocessados, o que deveria fazer a indústria refletir a respeito, pois precisa ganhar a sua confiança.
Os consumidores ignoram, cada vez mais, não só a origem, mas sobretudo o processo de produção dos alimentos que compram, razão pela qual as indústrias de alimentos deveriam apostar em uma estratégia: a transparência.
Ações como: “dias abertos” com visitas a fábricas (na medida do possível), listas de ingredientes compreensíveis no rótulo, campanhas de informação reais e não emocionais, se tornam essenciais para um diálogo participativo com o comprador final.
















