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Especiais Selectus nº 6838

Colômbia – Cadeia láctea enfrenta sérios desafios

Colômbia – Uma carta enviada à Ministra da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Colômbia, Jhenifer María Mojica Flórez, a Associação Colombiana de Processadores de Leite – ASOLECHE – propõe fortalecer a aliança governamental e o setor privado para que, entre outras coisas, reduza a campanha de desinformação e se fortaleça a produção e consumo de leite de qualidade.

Fonte: Fonte: Portalechero – Tradução livre: www.terraviva.com.brn | Foto de capa: Photo by Gabriel Porras on Unsplash
Colômbia – Cadeia láctea enfrenta sérios desafios

A agremiação, dirigida por Ana María Gómez, presidenta executiva da ASOLECHE, destaca que “a cadeia láctea na Colômbia enfrenta graves desafios, principalmente devido à queda de consumo de leite e derivados no pais. Em 2022 houve queda de 9% e em 2023 mais 6%. Entre as causas se encontram a queda do poder aquisitivo do consumidor colombiano e os fenômenos climáticos que desequilibram a sazonalidade da oferta e demanda. É preciso acrescentar, no entanto, o efeito das campanhas de comunicação que visam desinformar sobre os benefícios do leite de origem animal, desconhecendo sua composição que é essencial para uma nutrição adequada”.

A Associação também destaca que “entre 2021 e 2023, o preço pago ao produtor aumentou 90%, mas a partir do último trimestre de 2023 vem ocorrendo uma queda, embora ainda esteja abaixo dos aumentos ocorridos nos anos anteriores”.

A presidente da ASOLECHE disse que em um esforço para manter o consumo de leite estável, a indústria se absteve de repassar para o preço ao consumidor aumentos na mesma proporção dos estabelecidos para a matéria-prima. Apesar disso e de outras estratégias implementadas, não se conseguiu estabilizar, e muito menos recuperar, o consumo.

A cadeia láctea colombiana enfrenta problemas adicionais, tais como uma informalidade que supera os 50% da produção total de leite cru, repercutindo diretamente na produtividade e competitividade dos produtos lácteos colombianos.

“Superar estes obstáculos na agroindústria, requer a elaboração e execução de estratégias integrais que envolvam todos os elos da cadeia, tanto do setor público como do privado. A colaboração interinstitucional e governamental é essencial para conseguir este objetivo”, destacou Ana María Gómez.

A carta também destaca que “Projetos como o da Soberania Leiteira, que sob sua liderança e de sua equipe, vem sendo trabalhado desde o ano passado, busca auto abastecer o mercado nacional e reduzir a dependência das importações de leite em pó, demandam um esforço interinstitucional que nos permita oferecer os produtos preferidos dos consumidores nacionais, além de garantir a melhor qualidade para competir com êxito a nível internacional.

No dia 15 de abril passado, realizamos, junto com os membros do Ministério da Agricultura, uma reunião estratégica de acompanhamento e execução dos compromissos assumidos pela senhora Ministra, com nossas empresas e todo o setor lácteo. Também iniciaremos uma rodada de visitas a fábricas de secagem de leite para avaliar modelos de negócio eficiente e replicáveis e identificar capacidades instaladas.

Queremos lembrar o compromisso feito pela pasta e estamos prontos para participar de iniciativas adicionais, como a política de compras públicas para diferentes instituições de Estado que fomentem o consumo, beneficiando não somente o setor produtivo e industrial, mas também melhorando a nutrição de grupos mais vulneráveis de nosso país”.

Acesse a matéria na íntegra

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