As condições climáticas na UE estão favorecendo a produção de leite
Leite/Europa – A produção de leite europeia varia entre os países. Mas, fontes da indústria relatam que ela está mais forte tanto sazonalmente como de semana para semana, dentro da Europa continental. Algumas publicações europeias divulgaram que na semana 15 de 2024 a captação de leite, tanto na Alemanha como na França subiu 0,1%, em relação à semana anterior.

Na Alemanha a captação foi 1,1% maior do que a registrada na semana 15 de 2023, e na França a coleta recuou 0,7% no mesmo período. De um modo geral as condições climáticas estão adequadas para o crescimento das pastagens e as forragens são abundantes em toda a Europa.
De acordo com o site CLAL, a produção de leite de vaca em fevereiro de 2024 na União Europeia (UE) está estimada em 11.515.000 toneladas, 3% acima de um ano atrás. Na comparação interanual, a captação de leite em janeiro e fevereiro de 2024 totalizou 23.282.000 toneladas, subindo 1,1% em relação à captação de janeiro e fevereiro de 2023. Entre os principais países produtores, a produção e a variação interanual nos dois primeiros meses do ano foram: Alemanha, 5.346.000 toneladas, +0,5%; França, 4.032.000 toneladas, +1,8%; e Países Baixos, 2.300.000 toneladas, -1,0%.
No Reino Unido as taxas de crescimento das forragens estão adequadas, mas a umidade prejudica a colocação das vacas no pasto, causando preocupações sobre o potencial impacto na qualidade do capim se as condições de umidade persistirem. Preliminarmente, relatórios indicam que a produção de leite em março pode não ter sido tão forte quanto a de fevereiro. De acordo com o site CLAL, em fevereiro de 2024, a produção de leite de vaca no Reino Unido foi de 1.223.700 toneladas, aumento de 2,9% em relação a fevereiro de 2023. No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume contabilizado foi de 2.503.400 toneladas, o que representa crescimento de 1,4% em relação ao mesmo período de 2023.
Desde a saída da UE, em 2016, a Grã-Bretanha vem trabalhando para criar normas para a cadeia de suprimento e procedimentos alfandegários. Os exportadores de alimentos da UE precisam apresentar certificados de sanidade, assinados por veterinários, para a remessa de carne, queijo e outros produtos lácteos desde 31 de janeiro. A partir de 30 de abril, eles ainda precisarão fazer inspeções físicas em alimentos. Isso é bastante preocupante, porque o pequeno varejo e os atacadistas britânicos acreditam que as novas regras resultarão em menor disponibilidade de produtos e em custos mais elevados, o que forçará alguns exportadores a deixar de vender para a Grã-Bretanha.
Após a pandemia de Covid e o subsequente salto inflacionário nos preços dos alimentos, os consumidores migraram para as marcas da distribuição como uma alternativa a preços mais baixos. Agora, como a inflação cedeu e os custos de produção ficaram sob controle, várias empresas nacionais de alimentos procuram atrair os clientes para suas marcas. As grandes indústrias planejam amortecer o aumento de preços e desenvolver novos alimentos para tentar atrair os consumidores, trazendo-os de volta para suas marcas para recuperar suas cotas do mercado.

Impulsionada pelo clima favorável e expansão do setor lácteo, a produção de leite continua crescendo em muitos países do Leste Europeu. De acordo com dados do site CLAL, a oferta de leite de vaca em fevereiro de 2024 na Bielorrússia foi de 682.000 toneladas, 11,1% a mais do que em fevereiro de 2023. No acumulado de janeiro a fevereiro, o volume de leite produzido na Bielorrússia foi de 1.392.000 toneladas, com aumento de 8,8% em relação aos mesmos meses de 2023.
Entre os maiores produtores de leite do Leste Europeu, o volume produzido nos dois primeiros meses do ano, e a variação percentual foram: Polônia, 2.182.000 toneladas, +3,7%; República Checa, 538.000 toneladas, +2,9% e Hungria, 282.000 toneladas, +2,6%.

















