Pecuarista inova e garante produção leiteira rentável na estiagem
Produção leiteira - Enquanto alguns pecuaristas amargam prejuízos e sofrem com a baixa na produção de leite nos períodos de estiagem, entre os meses de abril e setembro, o produtor Nivaldo Bening, de Vila Pavão, no Noroeste do Espírito Santo, passa o ano todo com pouca, ou quase nenhuma, variação na quantidade de leite produzido.

Isso, graças à iniciativa de buscar alternativas melhorias de para renda com o rebanho.
Apaixonado por pecuária e com o sonho de viver exclusivamente da produção de leite, em 2015 Bening, que na época não produzia mais de 40 litros de leite por dia, procurou orientação com o engenheiro agrônomo e extensionista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Rogério Durães, de Vila Pavão. A propriedade fica localizada no Córrego da Figueira, na zona rural do município.
Quase dez anos após essa iniciativa, o pecuarista tem motivos de sobra para comemorar. Em épocas de pico, com uma produção de cerca de 9.900 litros/ mês e o preço do leite acima dos R$ 2, ele já alcançou faturamento líquido superior a R$ 8.000 mensais com apenas 17 vacas em lactação. Atualmente, mesmo com o litro do leite vendido a R$ 1,85 e produção mensal que não chega a 9.000 litros, o lucro ultrapassa os R$ 4.500 por mês.
Primeiro investe em comida, depois cresce o rebanho. Esse é o meu conselho para quem trabalha ou deseja trabalhar com pecuária leiteira. Vaca alimentada cai pouco na produção. Tem produtor que acha que vai comprar dez vacas hoje e amanhã vai tirar leite, esquece da alimentação. Não adianta ter boa genética, investir em vacas leiteiras, se não tiver comida para o animal se manter produzindo”, explica o pecuarista, que trabalha em regime de agricultura familiar ao lado da mulher e dos dois filhos.
Nivaldo Bening conta com novilhas recém-paridas que chegam a produzir mais de 30 quilos de leite por dia, independente da época do ano. Mas “se não tiver a alimentação que eu dou, ela vai cair de produção”, salienta.
Entre as medidas adotadas pelo pecuarista sob orientação técnica, está justamente o investimento na produção de alimentos. “Quando ele nos procurou em busca de alternativas para melhorar a renda, traçamos um diagnóstico e apontamos meios para ter eficiência com sustentabilidade na atividade. O primeiro passo foi intensificar as áreas de produção com a identificação de locais para implantação do sistema de piquetes rotacionados e áreas para produção de milho e cana forrageira, para fazer comida para o gado”, destaca o extensionista.
















