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Senado aprova MP que permite parcelar compensação tributária

Senado- O Senado aprovou nesta 3ª feira (14.mai.2024) a MP (medida provisória) 1.202 de 2023, que autoriza o parcelamento de compensações tributárias.

Fonte: Elaboração www.terraviva.com | Foto de capa: Senado Fotos
Senado aprova MP que permite parcelar compensação tributária

O texto, aprovado de forma simbólica (sem contagem nominal de votos), segue para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O impacto estimado é de cerca de R$20 bilhões em 2024.  Na prática, a medida estabelece um limite do abatimento de impostos determinados quando empresas vencem o governo na Justiça. A MP define que companhias que tenham obtido créditos tributários superiores a R$10 milhões não poderão abater esse valor integral em 1 ano.
A medida provisória 1.202 foi editada por Lula e publicada pelo governo em dezembro de 2023 para aumentar a arrecadação. Inicialmente, o texto contemplava a reoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia e dos municípios com até 156,2 mil habitantes, assim como o fim do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos). No entanto, depois de negociações entre os setores afetados e os congressistas, foram retirados os trechos do projeto.   Em fevereiro deste ano, depois da insatisfação do Congresso, o presidente revogou a reoneração do texto, mas só para os 17  setores da economia e dos municípios com até 156,2 mil habitantes, assim como o fim do Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos).

No entanto, depois de negociações entre os setores afetados e os congressistas, foram retirados os trechos do projeto.   Em fevereiro deste ano, depois da insatisfação do Congresso, o presidente revogou a reoneração do texto, mas só para os 17 setores beneficiados. Depois de acordo com o Legislativo, o líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), apresentou três projetos de lei: um para tratar da desoneração aos grupos, outro para a redução das alíquotas aplicadas às prefeituras e um 3º sobre o Perse.
Só o projeto que reconfigurou o Perse foi aprovado pelo Congresso. Não há previsão para os outros 2 serem analisados pela Casa Baixa. 

 O texto aprovado foi o relatório da comissão mista, do deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA). A MP estabelece que as compensações devem obedecer uma portaria do Ministério da Fazenda, publicada dias depois da medida. As regras estabelecem que créditos de R$10 milhões a R$99,99 milhões deverão ser compensados em, no mínimo, 12 meses. Já aqueles superiores a R$500 milhões deverão ser compensados em ao menos 60 meses. O texto estabelece ainda uma opção para quem não optar por essa forma de compensação. A instituição poderá solicitar a devolução dos créditos por meio de precatórios –dívidas do Executivo em que não cabe mais recurso.

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