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Especiais Selectus nº 6854

Queda estrutural da produção de leite no noroeste da Europa

Produção/Europa – Depois de décadas de crescimento a produção de leite no noroeste da Europa está, estruturalmente, em declínio, impactando o desempenho operacional e financeiro das indústrias de laticínios.

Fonte: Fonte: Rabobank – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Brett Jordan on Unsplash
Queda estrutural da produção de leite no noroeste da Europa

O que isso significa para as empresas e como elas podem se adaptar? Se a queda do volume de leite é progressiva, as indústrias podem mudar para a produção de ingredientes proteicos de maior valor agregado, de queijo e de produtos de consumo de marca.

No passado, o noroeste da Europa (Dinamarca, Alemanha, Países Baixos e Bélgica) era o centro do crescimento da oferta de leite da União Europeia (UE). Agora, a região mostra sinais estruturais de declínio da produção de leite em decorrência de um período prolongado de baixa rentabilidade, limitações ambientais, contratação de mão de obra (dificuldades de sucessão e de mão de obra), de condições climáticas extremas e incertezas sobre iminentes mudanças políticas. Olhando para o futuro, foi constatado que o declínio do crescimento da produção de leite pode ser mais acentuado do que o previsto, à medida que os prazos para atender às regulamentações sobre a qualidade da água se aproximam e as metas sobre o teor de amônia no solo devem ser cumpridas.

As indústrias de laticínios então se deparam com uma série de questões em decorrência da queda estrutural do volume de leite, que impactará sobre seus desempenhos operacionais e financeiros. Os desafios começam com as perdas de receitas e redução da eficiência de custos. Depois virá uma concorrência acirrada pela matéria prima, capacidade ociosa, culminando com capital empatado que irá impactar no balanço das empresas. Para as cooperativas de laticínios os desafios são ainda mais complexos, uma vez que a menor oferta de leite representará redução do capital dos membros associados.

Dentro desse cenário de gradual declínio no volume de leite por um longo período, a estratégia de transição para ingredientes proteicos de maior valor agregado, produtos de consumo (de marca) e queijo pode ser administrável. Mas, em um cenário de queda mais forte dos volumes de leite em um curto período, as implicações serão mais graves, à medida que as perdas de receitas, da capacidade ociosa e redução de capital de giro se acumulam rapidamente.

Para evitar a probabilidade de um colapso da oferta de leite, políticas mais coerentes serão necessárias. As paralisações e a suspensão de decisões políticas só tornam o caminho mais íngreme à medida que os prazos se aproximam. Como tal, é melhor que as empresas de laticínios sejam proativas para não enfrentarem consequências mais duras numa fase posterior.

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