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Especiais Selectus nº 6861

NZ– Números positivos no final da temporada

Leite/NZ – Durante o mês de abril, a maioria das regiões leiteiras mundiais vivenciaram dinâmicas diversas. Isso se explica pelas mudanças da direção dos preços das commodities lácteas na plataforma Global Dairy Trade (GDT). Ao mesmo tempo, os resultados da produção continuaram a variar entre os países, bem como o movimento do comércio internacional de produtos lácteos.

Fonte: Fonte: Farmersweekly – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Match Sùmàyá on Unsplash
NZ– Números positivos no final da temporada

No GDT de abril, testemunhamos a natureza volátil do setor. Se março colocou fim a sete eventos consecutivos de alta, abril interrompeu a tendência de baixa com crescimento de 2,8% e 0,1%, nos eventos 353 e 354, respectivamente.

Ainda que o GDT Pulse tenha registrado uma queda nos preços do leite em pó desnatado (SMP) e leite em pó integral (WMP) no primeiro evento de maio, no GDT 355, os índices de todos os produtos subiram (exceto lactose), e o Índice GDT cresceu 1,8%, impulsionado por uma demanda maior procedente da região do Sudeste Asiático/Oceania para a maioria dos produtos.

As últimas cifras da produção de leite da Nova Zelândia para março, mostraram uma queda interanual de -1,2% em base de sólidos do leite, e de -3,5% em toneladas.

Estes valores ficaram bem próximos das previsões estabelecidas pela Bolsa de Futuros (NZX), que havia antecipado -1,6% de declínio, em termos de sólidos do leite. Olhando para o futuro, a NZX espera quedas de -1,1% e de -5,3% para abril e maio, respectivamente, porém +0,6% de aumento em toda a temporada.

Em escala da produção global, algumas regiões continuam a enfrentar desafios. Nos Estados Unidos da América (EUA) a produção de março registrou -1,1% de queda, na comparação interanual, com a gripe aviária impactando ligeiramente na produção de leite.

A gripe aviária afetou entre 5% e 20% das vacas leiteiras, e o impacto é a queda de 10% a 20% da produção de leite, por aproximadamente 20 dias. Ao garantir a segurança do leite pasteurizado para consumo humano, o Departamento de Alimentos e Remédios (FDA) afastou as preocupações dos consumidores.

O Uruguai, depois de registrar crescimento interanual da produção de leite por cinco meses consecutivos, teve queda de -0,36% em março. Na Argentina, o volume produzido continua caindo, e em março o percentual foi de -14,3%, em relação a março de 2023.

Na Europa, por outro lado, houve aumento de 0,5% em fevereiro, com ajuste para o ano bissexto, com expectativa de aumento à medida que se aproxima o pico sazonal. Na Austrália, houve crescimento de 2,8% em março, na comparação interanual, contribuindo para os 3,1% de crescimento no acumulado do ano. São resultados que mostram a recuperação em relação à fraca temporada de 2022/2023.  

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