Os efeitos das enchentes do RS e as chuvas no Uruguai impactarão a produção de leite da América Latina
Leite/América do Sul – Os efeitos catastróficos das enchentes no Estado do Rio Grande do Sul (RS), no Brasil, juntamente com fortes chuvas nas principais bacias leiteiras da região, fazem com que as expectativas sobre a produção de leite outono/inverno sejam fracas em todo o continente.

A produção de leite na Argentina, de acordo com relatórios mais recentes, continua enfrentando uma miríade de problemas e a expectativa é de que tenha fracos rendimentos. O número de fazendas e o tamanho do rebanho caem ano após ano. As tendências no Brasil, no início do ano, eram otimistas em relação à produção de leite. Mas, o número de vítimas e os prejuízos no campo das enchentes no RS ainda estão longe de serem contabilizados, e é inegável que haverá impacto na produção de leite do país.
Outro golpe duro para a produção de leite é o fato dos números da produção, recentemente elevados, das fazendas uruguaias começarem a cair em decorrência das chuvas dos últimos dias que também estão inundando as fazendas no Uruguai. É um outro grande país produtor de leite e exportador de produtos lácteos da América do Sul, onde as fortes precipitações tornam-se um fator chave para reverter as tendências de alta, que vinham sendo registradas. Há muito ainda a ser contabilizado em decorrência dos desafios climáticos que impactam de muitas formas o setor lácteo da região.
Os efeitos vão desde a quantidade e qualidade da alimentação animal, a produção de leite, o conforto animal, o transporte, etc.
A atividade comercial dos produtos lácteos se mantém entre níveis estáveis ou intensos. Os clientes procuram principalmente queijo e lácteos em pó, e os comerciantes continuam dizendo que a manteiga de leite é rara e muito procurada. A firmeza dos mercados globais manteve os importadores brasileiros dentro da América do Sul.


















