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Globalização E Mercosul Selectus nº 6872

Uruguai começa a descobrir a Índia como potência comercial superior à China

Índia – Narendra Modi ganhou as eleições no seu país, a Índia, com um resultado que foi menor do que o esperado, mas foi uma vitória. O líder da Aliança Democrática Nacional terá, desta vez, um Governo politicamente mais fraco e por isso será necessária uma coalizão se quiser fazer o país crescer em seu terceiro mandato, que durará 5 anos.

Fonte: Fonte: TodoElCampo - Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Bernd Dittrich on Unsplash
Uruguai começa a descobrir a Índia como potência comercial superior à China

Modi governa a Índia desde 2014, e neste terceiro mandato se comprometeu a cumprir sua promessa de levar o país a ser a terceira maior economia do mundo. Agora está em quinto lugar.

Para isso vem lançando diversas ideias e anunciou vários programas de ação, entre eles aumentar as exportações e apoiar seus agricultores.

O país é o mais populoso do mundo, 1.429.000.000 de habitantes, tendo superado a China recentemente, que tem 1.426.000.000 de habitantes, o que representa um dado comercial significativo. Para se ter uma ideia, nas eleições mencionadas votaram mais de 640 milhões de pessoas, quase o dobro da população estadunidense (340 milhões). Em toda a América Latina são 650 milhões de pessoas.

Além disso, a mídia internacional destaca que nos últimos anos o país teve um crescimento constante do Produto Interno Bruto (PIB), e as projeções indicam que essa evolução se manterá até 2028.

A primeira potência mundial, os Estados Unidos, vem seguida pela China, Japão, Alemanha e no quinto lugar a Índia.

A evolução do PIB indiano (em milhões de dólares) desde 2022 e a projeção até 2028 é: 2022: US$ 3.386,4; 2023: 3.736,88: 2024: 4.062,15; 2025: 4.403,35; 2026: 4.765,55; 2027: 5.153,01; e 2028: 5.575,47.    

“A Índia quer ocupar um lugar cada vez mais central na liderança global”

Faz dois anos que o subsecretário de Relações Exteriores, Nicolás Albertoni, visitou a Índia onde se encontrou com o seu par indiano, Saurabh Kumar, para trocar ideias sobre temas de economia, comércio, política e cooperação cultural.

Albertoni também participou do lançamento oficial da Câmara de Comércio Indo-Uruguaia, que reúne as empresas vinculadas ao comércio bilateral dos dois países e fornece serviços de inteligência comercial, promoção de negócios e facilitação comercial. Em serviços, focará na promoção de investimentos em logística, florestas/madeira, turismo e projetos.

Desde então a Índia não somente olha com interesse para o Uruguai, mas para todo o continente; e não somente o Uruguai olha com interesse para a Índia, mas toda a América Latina.

Albertoni e o Economista Ignacio Munyo, diretor do Centro de Estudos da Realidade Econômica e Social (Ceres) participaram, em março de 2023, do prestigioso fórum internacional Raisina Dialogue realizado em Nova Delhi que foi organizado pela Fundação Observer Research em colaboração com o Ministério de Relações Exteriores da Índia.

Ao regressar, Munyo disse à imprensa uruguaia que “a Índia quer ocupar um lugar cada vez mais central na liderança global, quer desenvolver o que eles chamam de sul central. É a quinta economia do mundo em tamanho do PIB”.

“A Índia quer ter força. O país cresce ano a ano e hoje já superou em demografia a China e avança querendo ocupar um lugar entre a China e Estados Unidos na governança global”, acrescentou.

“As relações comerciais entre o Uruguai e a Índia são quase nulas e precisam ser desenvolvidas. O Uruguai foi o primeiro país da América a ter relações diplomáticas com a Índia, e é preciso aproveitar esse marco histórico. Mas esta posição privilegiada não se traduz em comércio. Eles não compram carne. Mas existe oportunidades para abrir mercados com outros produtos”, afirmou.

Para isso, “o trabalho dos empresários é fundamental, como foi no caso da China. Tem que haver empresários que viagem para a Índia, que conheçam a cultura, a tradição, as formas, precisam se arriscar. Se isso não for feito, não haverá comércio. Assim foi com a China”, disse Munyo, e alertou: “Não é fácil entrar na Índia. Existem muitos obstáculos. É uma cultura milenar, e é preciso entender isso primeiro”.

O papel da Índia como ator global: uma visão a partir do Uruguai

Em maio passado a Universidade Católica do Uruguai realizou a conferência “O papel da Índia como ator global: um foco a partir do Uruguai” com a participação dos professores Raúl Villamarín Rodriguez e Priti Singh e o embaixador do Uruguai na Índia.

Houve debates sobre o papel desse país no contexto internacional e das relações econômicas do Uruguai com a Índia.

E então foi informado de que o PIB da Índia subirá entre 6% e 7% este ano, mais do que a China e que a Índia desempenhará um papel cada vez mais importante como mercado, também como consumidor de bens e serviços que a América Latina poderá exportar.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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