Itália – Produção agrícola foi afetada pelas mudanças climáticas em 2023
Clima – A produção agrícola italiana encolheu no ano passado, com a queda da produção de vinho, frutas e azeite, afetada pelos eventos climáticos extremos relacionados às mudanças climáticas, divulgou a agência Reuters, com base nos dados divulgados pelo escritório de estatísticas (ISTAT).

Em 2023, a Europa passou pelo verão mais quente em 2.000 anos - um cálculo feito, em parte, pela análise dos anéis das árvores – e este mês as temperaturas em algumas regiões do continente já ultrapassaram os 40ºC.
As fazendas italianas registraram queda anual de 3,9% no volume de produção em 2023, nas colheitas de vinho, frutas e oliva, afirma o ISTAT.
“As tendências durante o ano foram afetadas por condições climáticas adversas em diferentes períodos do ano, com uma sucessão de eventos extremos afetando muitas colheitas importantes”, afirmou.
A produção de vinho caiu mais de 17% em relação aos níveis de 2017 em decorrência das temperaturas extremamente quentes do verão que se estenderam até o outono, enquanto os produtores de azeite de oliva da região central disseram que a produção foi prejudicada pelas condições excepcionalmente frias e úmidas durante o período de floração da primavera.
A produção de frutas também foi impactada por tempestades de granizo e geadas na primavera.
À medida que o verão se aproxima, a seca no sul da Itália e em diversas Ilhas da Sicília e da Sardenha destrói culturas e mata o rebanho, afirmou o sindicato agrícola Coldiretti em um comunicado na semana passada.
Os agricultores italianos se uniram às manifestações que ocorreram em toda a União Europeia (UE) no mês de fevereiro, denunciando os baixos preços dos produtos, os elevados custos de produção, e às importações de produtos de preços baixos, e pediram medidas que proporcionem uma agricultura mais sustentável na UE.
A Itália faz parte dos seis países que votaram, na segunda-feira, contra uma política focada em medidas de austeridade, exigindo que os Estados membros introduzam normas de restauração do meio ambiente em um quinto das terras e mares até 2030.
















