EUA – De onde vem o leite atualmente?
Produção/EUA – No início deste ano, o serviço nacional de estatísticas agrícolas do Departamento de Agricultura (USDA) publicou os últimos dados do censo agrícola. E sem grande surpresa, os resultados colocaram em evidência dois temas principais: mais leite e mais concentração.

Em 2023, os Estados Unidos da América (EUA) produziram 25,3 bilhões de libras de leite, [11,5 milhões de toneladas], a mais do que em 2013, mantendo o número de vacas leiteiras relativamente inalterado. No entanto, o local onde esses animais viviam e o tamanho das unidades produtoras em que residiam sofreram mudanças significativas.

De acordo com Lucas Fuess, analista sênior de lácteos do Rabobank, apenas 16 dos 24 principais estados produtores de leite aumentaram a produção nesses dez anos. Os estados que reduziram a produção foram: Califórnia, Flórida, Illinois, Novo México, Pensilvânia, Vermont, Virgínia e Washington.
Em sentido contrário seguiram estados como Texas, Wisconsin e Idaho que apresentaram crescimentos consideráveis, com Michigan, New York e Dakota do Sul acompanhando de perto.
“Dentro de uma ampla margem, o maior crescimento ocorreu no Texas, que produziu 7 bilhões de libras a mais de leite, acrescentando, em dez anos, 195.000 vacas leiteiras ao seu rebanho”, disse Fuess. “Nova capacidade de processamento, principalmente na região de Panhandle, o estado acolheu generosamente a indústria, impulsionando o forte crescimento do Texas”.
O tamanho das fazendas onde vivem a maioria dos rebanhos atuais também apresentaram alterações significativas.

De acordo com Fuess, as propriedades com menos de 500 vacas representam 80% das fazendas do país. No entanto, a maioria das vacas residem em fazendas com mais de 1.000 animais. O Censo Agrícola mostrou que a evolução do tamanho do rebanho leiteiro dos EUA que reside em fazendas com mais de 1.000 vacas foi assim: 1997 (17%); 2007 (40%); 2017 (55%) e 2022 (65%).
“No futuro, mais vacas deverão ser transferidas para fazendas cada vez maiores, que estarão aptas a produzir leite a menor custo, em relação às unidades menores. O crescimento no número dos grandes rebanhos persistirá, mas as pequenas explorações continuarão existindo em números consideráveis, em particular aquelas que praticam uma agricultura diversificada e as que conseguirem manter o nível de endividamento baixo”, afirma Fuess.
















