Tendência global: marcas próprias ampliam presença no exterior e ganham espaço também no Brasil
Varejo alimentar - Em um cenário de constante busca por eficiência e oportunidade de negócios, a Scanntech acordos no ano passado que o faturamento do varejo alimentar ultrapassou R$ 1,1 trilhão em 2022.

Mesmo com um cenário duro para os varejistas com deflação nos alimentos para domicílio, o canal alimentar - composto exclusivamente por supermercados, mercados e atacarejos -, conseguiu sustentar um crescimento nominal de 5,2%, atingindo R$ 1.205 trilhões de faturamento em 2023, uma representatividade recorde no PIB brasileiro.
Hoje o canal já representa 11% do PIB e temos muito orgulho de ver que nossos parceiros crescem acima da média do mercado, fazendo uma gestão fundamentada em dados precisos e sem precedentes.,” comenta Thomaz Machado, CEO da Scanntech.
O executivo explica que mais de 85% das principais redes de varejo do Brasil e mais de 50 indústrias foram parceiras na validação deste número. Uma vez que, para a indústria e o varejo, é necessário entender a real oportunidade em cada canto do país para poder otimizar de modo preciso suas operações, ampliando o seu potencial de crescimento do canal alimentar.
O crescimento do canal acima da inflação e do PIB reforça ainda mais a relevância deste segmento na economia, que já tinha sido considerado essencial ao longo da pandemia, tendo mantido sempre as portas abertas, mesmo nos momentos mais críticos e hoje alcança a representatividade de 11% do PIB Nacional.
Navegamos por 2023 com primazia e tivemos um início de 2024 ainda mais acelerado, com crescimento de vendas em volume, pela primeira vez desde o boom de 2020 causado pela Marcas - As marcas próprias estão em ascensão em todo o mundo, conquistando cada vez mais espaço nas cestas de compras dos consumidores. Segundo a Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (ABMAPRO), o valor das marcas próprias no mercado global em 2023 teve um aumento médio de 3,5%. Na América Latina, esse crescimento foi ainda mais expressivo, alcançando 27,4%. Na Europa, países como Portugal e Espanha, mercados já maduros para este tipo de produto, também registraram crescimento: 2,9% e 2,6%, respectivamente, em comparação com 2022. A Suíça se destaca como o país onde as marcas próprias têm maior participação, com vendas que ultrapassam 50% do mercado.
No Brasil, as marcas próprias já fazem parte da rotina de mais de 40% dos lares, um aumento de 5,5 pontos percentuais em relação a 2021. Esse interesse crescente se justifica por diversos fatores, como preço, qualidade, disponibilidade e recomendação. Produtos de marca própria geralmente apresentam preços até 30% mais baixos do que os das marcas tradicionais, de acordo com a ABMAPRO.
A atuação dos varejistas que oferecem marcas próprias vem se diversificando cada vez mais. Um exemplo interessante é a Marks & Spencer, varejista britânico que lançou uma linha vegetariana própria. A linha, composta por 14 refeições congeladas, segue as tendências de consumo atual e representa uma mudança significativa na estratégia da empresa.
Neide Montesano, Presidente da ABMAPRO, conta que os desafios das marcas próprias passam, muitas vezes, por entender o propósito da marca, seu posicionamento e público-alvo para que o consumidor possa ser atraído para uma experiência onde ela entregue a promessa e o surpreende. "Dessa forma fideliza o consumidor", acredita.
Neide também reforça que o Brasil vem amadurecendo em uma velocidade bastante significativa frente a um passado recente. "Diria que hoje a MP faz parte da estratégia de grandes redes nos diversos canais de varejo assim como fornecedores de grande porte começam a oferecer MP aos seus clientes.
Um dos fatores que possuem essa atenção refere-se ao faturamento, já que existe a garantia de melhores margens, sendo uma eficaz ferramenta de fidelização, em especial na construção de um patrimônio que é a marca propriamente dita.
















