AR – Exportações de lácteos são impulsionadas sem as retenções
Retenções/AR – As exportações de lácteos cresceram 7% este ano, graças à suspensão das retenções, que foram prorrogadas até 30 de junho de 2025.

A retirada dos Direitos de Exportação (Retenções) impediu que as exportações caíssem, devido aos problemas de competitividade que tem este setor, e outros segmentos da economia argentina.
Assim, as exportações foram responsáveis por 30% do faturamento do setor lácteo, enquanto o restante foi destinado ao mercado interno.
A defasagem entre desvalorização cambial e inflação torna mais cara a produção de qualquer bem, seja medido em pesos ou em dólares, reduz a competitividade argentina e limita o acesso aos mercados internacionais.
“Se as retenções estivessem em vigor, com a defasagem cambial existente, as exportações seriam inviáveis. Hoje temos o mesmo dólar de setembro do ano passado. A inflação consumiu toda a desvalorização. Sem a eliminação das retenções não seria possível exportar” analisou Jorge Giraudo do Observatório Argentino da Cadeia Láctea (OCLA)
Junte-se a isso, a volatilidade das cotações do mercado internacional.
No caso do Brasil, para onde vai a maior parte de tudo que a Argentina exporta, o valor médio é de US$ 3.800 a tonelada. Por isso a geração de divisas, que foi de US$ 560 milhões, caiu 3% em comparação com as exportações realizadas entre janeiro e maio de 2023.
A suspensão dos Direitos de Exportação é pedida pelo setor agropecuário há bastante tempo. A medida foi adotada pelo governo atual e acalmou os produtores, que recuperaram a confiança. De qualquer forma eles sabem que suas necessidades são mais prementes do que os projetos políticos. As medidas setoriais e macroeconômicas são necessárias e urgentes para não continuar perdendo competitividade e rentabilidade nas exportações, especialmente em negócios como laticínios e carne bovina.
















