Importações de Queijos atingem novo recorde no 1º semestre de 2024
Importações – As importações brasileiras de produtos lácteos no mês de junho de 2024 caíram 26%, em valor, e 22,5% em volume, na comparação com o mesmo mês do ano passado.


Também foram registradas quedas de 11,8% e 4,8%, em valor e volume, respectivamente, no 1º semestre de 2024.

Entretanto, em equivalente litros de leite (EqL), as importações de produtos lácteos atingiram um novo recorde, para um 1º semestre, dentro da série histórica. Em três meses, janeiro, fevereiro e abril, as importações em EqL foram as maiores para o mês desde 2013.

As duas principais categorias de lácteos importados foram NCM0402 e NCM0406, que representaram no 1º semestre de 2024, 71% e 28%, das compras realizadas, em EqL.

Em EqL, as importações dos produtos NCM0402, no 1º semestre de 2024, diminuíram, em comparação com o 1º semestre de 2023. É preciso lembrar, no entanto, que a base de comparação é bastante elevada. Para se ter uma ideia, as compras de produtos NCM0402 no 1º semestre de 2023, foram mais que o dobro da média registrada de 2013 a 2022. Também este ano, o total importado no 1º semestre, em EqL, é apenas 8% abaixo da quantidade de litros comprados no mesmo período do ano passado.
Da mesma forma, as importações da categoria Queijos (NCM0406) deram um grande salto nos dois últimos anos. Se até 2022, a média de queijos importados, em EqL ficavam em torno de 144 milhões, no 1º semestre de 2023 totalizaram 209 milhões, e este ano saltou para 294 milhões, mais de 100% de crescimento.

Se o volume de produtos lácteos importados, eventualmente, surpreende, o mesmo não acontece com a procedência. Por anos, Argentina e Uruguai permanecem como os principais fornecedores de produtos lácteos para o Brasil, começando a adquirir também alguma representatividade o Paraguai e o Chile. Portanto, mais de 90% de tudo o que o Brasil importa vem do Cone Sul.
















