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Argentina – Este inverno caminha para ser o segundo mais frio dos últimos 60 anos

Clima/AR – Segundo o último relatório da Bolsa de Comércio de Rosario, este inverno poderá ser o segundo mais frio dos últimos 60 anos.

Fonte: Fonte: La Voz – Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Bryson Hammer on Unsplash
Argentina – Este inverno caminha para ser o segundo mais frio dos últimos 60 anos

“Com um alto grau de probabilidade, os prognósticos preveem que as temperaturas extremamente baixas persistam durante a maior parte da estação em grande parte do território nacional”, afirma a entidade de Rosario.

Este período poderá superar as anomalias negativas de todo o inverno de 2007 e terminar sendo o segundo mais frio da história já registrado na Argentina (nos últimos 60 anos), depois do recorde de 1984.

Vale lembrar que em algumas regiões de Córdoba, por exemplo, estão sendo registradas temperaturas de até -11º C, como ocorreu no Oeste em Ambul.

Até o momento, o inverno de 2007 havia sido o mais frio da Argentina, desde o recorde de 1984.

A grande quantidade de geadas em todo o país e a histórica nevasca de 9 de julho, transformaram o inverno de 17 anos atrás, como o segundo mais frio do país, desde que começaram a fazer os registros.

Julho começou gelado na Argentina.

A temperatura média dos primeiros 10 dias do mês no centro do território foi entre 3º e 5ºC abaixo do normal para esta época do ano.

O trigo e as geadas

O trigo começa a sofrer com as geadas e precisa de água para reduzir o impacto.

A susceptibilidade pode mudar de acordo com cada variedade, e os danos podem ser de diversos graus: desde queimada nas pontas e amarelamento das folhas até perdas dos cachos.

Em Bigand existem lotes que as sementes não germinaram por falta de umidade. Em María Susana, o impacto depende do volume de restolho, da umidade do solo e da umidade do ar. Em Carlos Pellegrini, as baixas temperaturas retardam o desenvolvimento, mas ao mesmo tempo é gerado um bom sistema radicular.

Todos concordam que é necessário pelo menos de 10 a 15 mm de chuva para reduzir o impacto das geadas e entrar em um período de perfilhamento em boas condições.

Milho: as baixas temperaturas podem impedir as cigarrinhas

As baixas temperaturas podem limitar o declínio da queda da área de milho em 2024/25.

Depois do ataque das cigarrinhas, o rendimento do milho tardio 2023/24 caiu 30% na região central. Inclusive, no centro sul de Santa Fe, muitos lotes foram dados por perdidos pela baixa produção.

As primeiras pesquisas mostraram redução de 300 mil hectares para o ciclo 2024/25; isto é, uma redução de 15% na comparação interanual.

A redução foi decorrente do temor de que houvesse mais ataques de pragas nas sementes tardias e de segunda.

Até o momento, estes plantios ficaram praticamente descartados para o próximo ciclo. Mas é muito importante que as baixas temperaturas atuem e reduzam a população da praga. A cigarrinha do milho não resiste a temperaturas abaixo de 4ºC.

Desde o início de julho, os valores mínimos estiveram abaixo desse número.

Desta forma, o frio de julho poderá suavizar a queda da área de milho 2024/25.

Segundo a Bolsa de Comercio de Rosario (BCR), as temperaturas mínimas se manterão abaixo de zero até o dia 16 de julho. Depois começarão a subir, chegando a 18º e 19ºC no norte da região.

“Se as projeções se confirmarem, não está descartada a possibilidade de este ano terminar desbancando 2007 como o segundo inverno mais frio registrado na série histórica da Argentina” disse o consultor Elorriaga.

Acesse aqui a matéria na íntegra

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