França - Painéis solares favorecem a produção de forragens
Pesquisas – Os painéis solares permitem manter a produção de forrageiras durante todo o ano? Para responder a essa pergunta o Instituto de Pesquisas para Agricultura e Alimentação (Inrae) se uniu a duas empresas especializadas em produção de energia solar rural, a BayWA r.e. e a Valorem, em dois projetos de pesquisa de produção de forrageiras debaixo de painéis solares para produção de energia fotovoltaica: o projeto Solar e o projeto Latou.

Sensores meteorológicos foram instalados em três parques em três regiões de clima diferentes no sudoeste do Mediterrâneo, na Borgonha e depois na Dordonha. Os sensores foram instalados em zonas pilotos, debaixo dos painéis e nos intervalos entre os pais, permitindo assim, acompanhar a evolução dos dados meteorológicos (temperatura, umidade). As análises de solo e da produção de biomassa também foram efetuadas nesses locais.
Depois de um ano de estudos, foram esses os resultados:
- Temperatura mais baixa debaixo dos painéis: a temperatura do solo ficou entre 3º e 4°C menor debaixo dos painéis das centrais BayWA r.e.; a temperatura do solo também foi inferior em 4,8ºC nas zonas intermediárias (ou seja, nas áreas entre os painéis solares e a área de controle);
- A umidade do solo sob os painéis: foi até 11% maior.
Uma forragem melhor tanto em quantidade como em qualidade
Consequentemente, o microclima criado debaixo dos painéis solares foi favorável à produção de forrageiras tanto em quantidade como em qualidade, especialmente no verão. O projeto Latou, em Dordogne, apresentou aumento de 30% na produção de matéria seca na zona sombreada. Em termos de estações, o rendimento pode decrescer no final da primavera, mas registra rendimentos bem melhores no verão, em decorrência da sombra proporcionada pelos painéis.
A forragem produzida sob os painéis solares também tem melhor qualidade, com um teor maior de nitrogênio e minerais, e, portanto, de melhor digestibilidade, especialmente no verão.
Depois desse primeiro ciclo de estudos, um segundo está em andamento. Os resultados desses dois anos permitirão alimentar a base de dados de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) do Centro Nacional de Pesquisa Agro fotovoltaica lançado pelo INRAE em 2023.
















