NZ – A captação de leite caiu 2,2% em junho
Produção/NZ – A produção de leite na Nova Zelândia, em termos de sólidos, caiu 2,2% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, já que os pecuaristas secaram suas férias antecipadamente, depois das condições climáticas adversas de maio e o anúncio de previsão do preço do leite.

Foram 14,5 milhões de quilos de sólidos do leite (kgMS), aponta a mais recente atualização da Fonterra. A captação de junho representa menos de 1% do leite previsto para toda a temporada.
A produção de leite da Nova Zelândia nos últimos 12 meses encerrados em junho caiu 0,8% em comparação com o período imediatamente anterior.
Também houve queda de 1% na produção de leite dos Estados Unidos (EUA), no mês de junho, muito em decorrência dos surtos de gripe aviária, o que resultou em rebanhos menores e perda da produtividade animal. Isso foi parcialmente compensado pelo menor custo da alimentação animal, permitindo aos produtores aumentarem a quantidade de ração.
Por outro lado, na Austrália a produção de leite aumentou 3,5% em maio na comparação interanual e na União Europeia (UE) +0,7% na mesma comparação, puxada pelos crescimentos da França e da Polônia.
Os preços do leite cru na UE tiverem ligeiros aumentos como consequência da baixa oferta na Europa Ocidental. Nos 12 meses consecutivos encerrados em maio, o crescimento da produção foi de 0,1% em relação ao período imediatamente anterior.
As exportações de produtos lácteos pela Nova Zelândia, em junho, caíram 6%, o correspondente a 17.820 toneladas em relação ao ano anterior. A queda foi decorrente da redução da demanda por leite em pó integral (WMP) e produtos lácteos fluidos de mercados importantes, incluindo China e Argélia.
Nos 12 meses, encerrados em junho, as exportações subiram 0,7%, puxadas pelo aumento da demanda de leite em pó desnatado (SMP) e queijo pelos mercados do sudeste asiático, como o da Indonésia.
Na Austrália, as exportações aumentaram 17,7% em maio, devido à liberação de estoque adicional mantido este ano em comparação com o ano anterior.
As exportações da UE e EUA caíram 3,8% e 0,8%, respectivamente, em maio.
A importação mensal da China caiu 20,5% em junho, com as menores compras de produtos lácteos fluidos, WMP e SMP. Nos 12 meses encerrados em junho, as importações caíram 12,2% em relação ao período anterior correspondente. Isso ocorreu principalmente devido ao declínio da demanda importadora de produtos em pó, já que a China vem priorizando as marcas locais.
Em outras regiões da Ásia, as importações aumentaram 5,6% em maio, dado os maiores volumes comprados pela Malásia, Filipinas e Tailândia. As importações nos 12 meses encerrados em maio subiram 5,5% em relação ao período imediatamente anterior. Isso foi, principalmente em decorrência dos maiores volumes importados de WMP pelo Vietnã e produtos de leite fluidos pelas Filipinas.
As importações de produtos lácteos pela América Latina subiram 2,1% e no Oriente Médio e África cresceram 6,4%.
















