O resultado do GDT de 06 de agosto impactou positivamente no preço do leite ao produtor da Nova Zelândia
Leite/Oceania – A Dairy Australia recentemente divulgou os dados sobre as exportações da Austrália e mostrou que o volume embarcado de julho de 2023 a junho de 2024 foi de 181.799 toneladas, o que representa queda de 23,5% em relação ao mesmo período da temporada anterior.

O relatório Monitor da Produção da Dairy Australia, relatou que as chuvas, em toda a Austrália no mês de julho, foram acima da média, mas o Sul do país continuou mais seco do que o normal. Apesar do aumento das chuvas em julho, a pressão sobre o mercado de ração no país continua, e os preços foram impulsionados pela forte demanda suplementar na maioria das regiões. Nas principais bacias leiteiras a expectativa é de que as chuvas permaneçam na média ou acima da média de agosto a outubro.
A produção de leite em junho de 2024 foi de 596,3 milhões de litros, um aumento de 3,4% na comparação com junho de 2023. A produção acumulada desde o início da temporada, julho de 2023 até junho de 2024, ficou acima da temporada anterior, aumentando 3,1%, e atingiu 8,376 bilhões de litros.

Após os resultados do GlobalDairyTrade (GDT) 361, de 06 de agosto de 2024, um grande grupo da Nova Zelândia, aumentou em 34 centavos a previsão do preço do leite ao produtor para a temporada 2024/2025, ficando em NZ$ 8,66/kgMS. O grupo atribuiu a revisão do preço às cotações do leite em pó integral, a principal commodity na composição do preço ao produtor.
Dados divulgados recentemente mostram que o número de vacas leiteiras enviadas para o abate no mês de junho recuou 14,7% em relação ao mesmo mês de 2023. Os números de março a maio também foram revisados para baixo. Do início de 2024 até junho, o número de vacas leiteiras abatidas subiu 0,5%, em comparação com o mesmo período de 2023.
O recente governo de coalizão da Nova Zelândia apresentou planos de expansão da mineração, aumento da exploração de óleo e gás, e flexibilização dos requisitos de emissão de carbono agrícola. As mudanças foram bem recebidas pelos agricultores, preocupados que estavam com os elevados custos de produção de leite e carne com os rígidos parâmetros atuais de emissões. No entanto, os críticos da medida dizem que a alteração pode prejudicar a possibilidade do país atingir as metas de redução de metano.

















