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Especiais Selectus nº 6920

A queda das vendas para a China pode resultar em excedentes globais

Leite/China – O fraquecimento das compras de produtos lácteos da Nova Zelândia pela China, especialmente leite em pó, pode resultar em excedentes no mercado mundial. Como a China está conseguindo suprir suas necessidades em produtos lácteos e reduzir seus estoques, ela continuará a comprar menos leite em pó, principalmente proveniente da Nova Zelândia, disse Betty Berning, analista do Daily Dairy Report.

Fonte: Fonte: Dairy Herd\Tradução livre: www.terraviva.com.br | Foto de capa: Photo by Andre on Unsplash
A queda das vendas para a China pode resultar em excedentes globais

De acordo com o relatório do Rabobank, a queda das exportações de leite em pó integral para a China foi de 150.000 toneladas, o que corresponde a 1,3 milhões de toneladas em equivalente leite por ano, ou seja, 6% da produção anual de leite da Nova Zelândia.

“Essa mudança na forma de comprar representa um desafio para a Nova Zelândia, mas também para a indústria de laticínio global, porque o afluxo de produtos ao mercado mundial sairá à procura de compradores substitutos”, disse Berning. “Apesar de a produção de leite dos Estados Unidos da América (EUA) ter diminuído em relação ao ano passado e de o crescimento da produção na Europa e na Nova Zelândia ser limitado, a reorganização do mercado exportador de produtos lácteos poderá compensar a redução da oferta de leite, e impedir que os preços subam além dos níveis atuais”.

A Nova Zelândia, um dos maiores exportadores mundiais de produtos lácteos, envia a maior parte de sua produção para o exterior, principalmente na forma de leite em pó, e as exportações são cruciais para a saúde financeira da indústria de laticínios do país, disse Berning. As vendas de leite em pó integral da Nova Zelândia, do início do ano até junho, aumentaram 7,4%, em relação ao mesmo período de 2023, mas as vendas para a China estão em queda. Na mesma comparação, as vendas de leite em pó desnatado caíram 3,8%, mas as vendas de 2024, provavelmente, permanecerão elevadas historicamente.

Embora a temporada 2024-25 esteja apenas começando na Nova Zelândia, a captação tem mantido uma tendência de queda, desde 2021. Em junho deste ano, a produção de sólidos foi de 44,8 milhões de libras, 2,2% abaixo da registrada no mesmo mês de 2023, reduzindo o volume de leite disponível para ser transformado em pó, avalia Berning. As expectativas iniciais são de que os sólidos do leite também caiam em julho, para começarem a subir no decorrer da temporada de produção.

“Os sólidos do leite representam o ganha-pão dos produtores de leite da Nova Zelândia”, disse Berning. “O aumento dos sólidos e um preço mais alto do leite serão importantes nesta temporada para ajudar os produtores a reequilibrar seus orçamentos e obter lucro”.

De acordo com o setor de estatísticas da Nova Zelândia, nos 12 meses encerrados em abril de 2024, as exportações de leite em pó chegaram a US$ 9,7 bilhões, representando 14% de todas as exportações, tornando-se a maior commodity de exportação do país. No mesmo período, 30% das exportações de leite em pó da Nova Zelândia foram vendidas para a China.  

Acesse aqui a matéria na íntegra

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