NZ – Bancos aumentam previsões de preços do leite
Preços/NZ – O aperto da oferta global de leite encorajou muitos bancos a elevarem a previsão do preço do leite ao produtor acima do ponto médio de NZ$ 8,50 por quilo de sólidos do leite (kgMS), [R$ 2,26/litro], estabelecido pela Fonterra.

Isso ocorreu após a cooperativa alterar a faixa de NZ$ 7,25/kgMS-NZ$ 8,75/kgMS para NZ$ 7,75/kgMS-NZ$ 9,25/kgMS na temporada 2024-25,
Na liderança está o banco ANZ, adicionando 50 centavos à previsão do mês anterior, resultando em NZ$ 9,00/kgMS, [R$ 2,39/litro].
O banco apoiou a revisão na “limitada” oferta global de leite. A economista agrícola, Susan Kilsby, destacou que no último relatório sobre os preços das commodities lácteas a tendência é de aumento, e os compradores estão cada vez mais convencidos de que a probabilidade de crescimento da oferta de leite é cada vez menos provável, durante a estação.
Embora 2024/25 esteja apenas começando, a equipe de economistas do banco ASB também aumentou a previsão de NZ$ 8,35/kgMS para NZ$ 8,60/kgMS, [R$ 2,28/litro], o Westpac para NZ$ 8,70/kgMS, [R$ 2,31/litro], e o BNZ para NZ$ 8,50/kgMS, [R$ 2,26/litro].
O Rabobank elevou a projeção para NZ$ 8,60/kgMS na temporada 2024/25.
Os novos números estão apoiados na baixa expectativa em relação à oferta global de leite que vem impulsionando os preços das commodities lácteas na Oceania.
A analista agrícola sênior, Emma Higgins, disse que o banco revisou a previsão em 20 centavos porque a demanda generalizada sustentará os preços das commodities lácteas no resto da temporada.
“E no nível atual, o preço do leite ao produtor está acima do ponto de equilíbrio dos custos nacionais de produção para a temporada 2024/25”.
Ela declarou ainda, que a oferta e a demanda mundiais estão de um modo geral equilibradas e que os mercados provavelmente ficarão estáveis no curto prazo, porque as regiões exportadoras levarão um tempo para aumentar suas produções.
No entanto, o reequilíbrio do mercado chinês e o resultado das próximas eleições nos Estados Unidos da América (EUA) terão o potencial de alterar a dinâmica comercial, adicionando volatilidade ao mercado mundial que, provavelmente, não será para os mais sensíveis, declarou.
Desde a segunda metade de 2021, a produção de leite total nos chamados Big-7 – União Europeia, EUA, Nova Zelândia, Austrália, Brasil, Argentina e Uruguai – só apresentou aumento em três trimestres.
Essa tendência resultará em uma produção modesta, disse Higgins.
“O fraco crescimento da oferta de leite contribuirá para sustentar a estabilidade dos preços das commodities lácteas em 2024, o que representará melhores pagamentos para a maioria dos produtores de leite”.
Ela disse que a produção de leite poderá aumentar graças à melhora das margens e à queda dos preços da alimentação animal na maioria das regiões exportadoras, mas a um ritmo possível de ser absorvido pelos mercados lácteos.
O preço do leite ao produtor aumentou pelo menos 10% nos EUA, nos Países Baixos e Irlanda, sendo a Austrália uma exceção.
O diretor executivo da Fonterra, Miles Hurrell disse que a previsão do preço mais elevada e a expectativa de pagar de 60 a 70 centavos por ação reflete os recentes aumentos das cotações das commodities lácteas na plataforma Global Dairy Trade e a solidez do balanço da cooperativa.
“Ainda estamos no início da temporada, com uma proporção relativamente pequena de vendas contratadas, então mantemos uma margem para corte em nossas previsões”.
A indústria concorrente Synlait aumentou a previsão do pagamento a seus fornecedores de NZ$ 8,00/kgMS para NZ$ 8,60/kgMS na semana passada, mas alertando que continua tendo uma abordagem conservadora em razão da volatilidade dos preços futuros dos produtos lácteos mundiais no início da temporada.
A empresa foca na retenção de seus fornecedores de leite com base em um aumento de capital de quase NZ$ 218 milhões que será votado pelos acionistas no dia 18 de setembro.
















