Rebanho leiteiro mato-grossense vem recuando desde 2015
O rebanho nacional de vacas ordenados atingiu 15,66 milhões de cabeças, retração de 0,10% ante 2022, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM–IBGE). Nesse sentido, em ago/24, o indicador ficou em 18,04 litros de leite para aquisição de uma saca do cereal. A alta na relação se deu pelo avanço mais expressivo no preço do cereal perante o do leite

O rebanho nacional de vacas ordenhadas atingiu 15,66 milhões de cabeças, retração de 0,10% ante a 2022, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM–IBGE). A redução foi impulsionada principalmente, pelos estados de Minas Gerais e Goiás, que juntos representam 29,82% do montante brasileiro, e tiveram diminuição de 2,98% e 4,67% em seus rebanhos, respectivamente. No que tange a Mato Grosso, o estado registrou um rebanho de 275,26 mil cabeças, baixa de 5,62% no comparativo anual. Cabe destacar que esse é o menor rebanho de vacas ordenhadas para o estado desde 1988 Outrossim, o rebanho mato-grossense vem recuando desde 2015, ressaltando a evasão de produtores da atividade. Além disso, no último ano, a diminuição no número de cabeças foi destaque na região norte do estado, que saiu da 2ª posição em 2022 para a 4ª em 2023, reflexo das margens de lucros mais apertadas no ano, que desestimularam produtores da região, principalmente, os menos tecnificado.
AUMENTO: No mesmo ritmo da matéria prima, a muçarela ind. em Mato Grosso apresentou alta de 1,23% no comparativo mensal e ficou cotada em R$ 34,02/kg.
AVANÇO: O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) de MT fixou em 44,09% em ago/24, aumento de 0,60 p.p. ante jul/24, puxado, principalmente, pela região norte e sudeste do estado
REDUÇÃO: Em set/24, a relação de troca entre leite e farelo de soja ficou em 825,86 l/t, queda de 1,94% ante ago/24, devido ao avanço mais expressivo no preço do leite em relação ao insumo.
















