O efeito Trump não altera a trajetória dos agregados de comércio, mas pode estar afetando segmentos específicos
No ICOMEX de abril comentamos a sequência de eventos pós o anúncio de Trump no dia 2 de abril das tarifas de reciprocidade. A trégua concedida por 3 meses para os países com tarifas acima de 10% e a escalada da guerra tarifária com a China que culminou com uma tarifa de 125% imposta pela China às importações dos Estados Unidos e de 145% imposta pelos Estados Unidos às importações chinesas

Os dados da balança comercial de abril registraram um superávit de US$ 8,2 bilhões, próximo ao de abril de 2024 que foi de US$ 8,4 bilhões. No acumulado do ano até abril, a diferença é maior: US$ 17,7 bilhões em 2025 e US$ 26,9 bilhões, em 2024. O déficit acumulado com a China no primeiro bimestre do ano de 2025 (US$ 3,4 bilhões) contribuiu para a queda do saldo da balança comercial. Nesse mesmo período em 2024, o saldo com a China foi positivo em US$ 5,0 bilhões. Nos meses de março e abril, a diferença foi menor e ambos os saldos foram superavitários: US$ 8,6 bilhões (2024) e US$ 7,8 bilhões (2025). Por coincidência, a diferença do superávit da balança comercial do primeiro quadrimestre de 2024 e 2025, no valor de US$ 9,2 bilhões, é igual à diferença dos saldos bilaterais com a China no mesmo período, US$ 13,6 bilhões, em 2024, e US$ 4,4 bilhões, em 2025.
















