É a microeconomia, sô!
Em meio a um consenso de que o Banco Central manterá o controle da inflação via juros altos (Selic), sem previsão de queda, o cenário eleitoral (com final em out/26) desloca o foco do debate. Especialistas apontam que, na prática, a batalha eleitoral será travada no bolso do eleitor

A famosa frase "é a economia, estúpido!" se traduz, no contexto atual, como "é no supermercado, cara!". O eleitor vota influenciado pela sua realidade microeconômica imediata – o preço dos alimentos e dos bens de consumo. Questões macroeconômicas, de efeito mais difuso no médio e longo prazos, ficam em segundo plano, isto é, após as eleições.
Portanto, a chave para sensibilizar o eleitor e conquistar votos está na economia do dia a dia, especialmente em uma sociedade hiperconectada e sensível ao custo de vida.
Apesar da Selic alta ser a âncora macroeconômica, a eleição será decidida na microeconomia: no preço dos alimentos e no bolso do consumidor. É a economia imediata, e não a de longo prazo, que sensibiliza o eleitor. As empresas também devem se importar com os próximos 12 meses, diminuir os custos de seus produtos colocados nos supermercados seria o mais sensato." E depois? É outra história. Parece simples, mas é a realidade.
















