Pesquisa encontra menor índice de emissão de Co2 no leite brasileiro.
Estudo da USP e Embrapa, divulgado em fevereiro de 2026, aponta que a pegada de carbono do leite produzido no Brasil (1,19 kg de CO₂ equivalente por litro) é menos da metade da média global (2,5 kg).

A principal razão é a maior produtividade dos rebanhos brasileiros, que dilui as emissões por litro produzido. Propriedades com produção acima de 25 litros/vaca/dia, por exemplo, têm pegada 25% menor que a média nacional.
A pesquisa, que analisou 28 fazendas em sete estados, também identificou variações por bioma: a menor pegada está no Pampa (0,99 kg) e a maior na Caatinga (1,5 kg). As principais fontes de emissão são a fermentação entérica (arroto dos bovinos), com 47% do total, seguidas pela produção de ração (36,8%) e manejo de dejetos (8,1%). Para os pesquisadores, o resultado reforça que investir em eficiência produtiva é o caminho para reduzir emissões e aumentar a competitividade do setor.
















