As incertezas no comércio mundial aumentam com o conflito no Oriente Médio
E podem repercutir na negociação entre Brasil e Estados Unidos.

A primeira notícia foi a derrubada, pela Suprema Corte dos Estados Unidos, da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, em inglês), utilizada para justificar o tarifaço, em 20 de fevereiro. Boa notícia para o Brasil, que se livraria das tarifas que ainda vigoravam, de até 50%. Imediatamente, porém, Trump acionou a Seção 122 do Código de Comércio, que permite a imposição de tarifas de importação de até 15% no prazo de 150 dias na presença de déficits na balança de pagamentos que possam sugerir uma crise cambial e sua renovação, então depende do Congresso. Mesmo nesse caso, o cenário para as negociações entre os Estados Unidos e o Brasil, que deveriam ocorrer no mês de março, ajudaria o Brasil. Um cenário é iniciar negociações com tarifas de 50% incidentes sobre cerca de 22% da pauta de exportações e outro com tarifas de 15%.
















