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A temporada neozelandesa de leite encerra com uma produção recorde

Dados mostram que a captação de leite de 2025-2026 foi a maior de todos os tempos.

Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: Boon Panthalany on Unsplash
A temporada neozelandesa de leite encerra com uma produção recorde

A Bolsa de Futuros da Nova Zelândia (NZX) mostrou a produção de leite em 2025-2026, foi recorde, na Nova Zelândia. A captação total foi de 2.026.728.000 quilos de sólidos (kgMS), crescimento de 4,5% em relação à temporada anterior, e 4,1% a mais em relação ao recorde anterior, da temporada 2020-2021.

Também foi recorde a captação de maio, com 108.730.000 kgMS, um aumento de 5% na comparação interanual.

Em volume, maio totalizou 1.023.000 toneladas, 3,6% a mais na comparação com o mesmo mês do ano passado, o que é um recorde para o mês. A produção total da estação 2025-2026 foi de 22.397.000 toneladas de leite, subindo 3,6% em relação à temporada 2024-2025.

Considerando a média móvel dos últimos 5 anos, foram 5,7% e 3,9% a mais em sólidos totais e volume, respectivamente.

“A forte produção foi consistente durante toda a temporada, o que, em parte, foi decorrente do aumento do número de vacas e prolongamento do período de lactação”, afirmou Rosalind Crickett, analista de laticínios da NZX.

O crescimento da produção nas duas últimas temporadas foi impulsionado pelo aumento dos preços das commodities lácteas no mercado internacional, fazendo com que um setor que se encontrava estabilizado, voltasse para um momento de expansão. Somou-se a isso queda nos custos de insumos – até um pouco tempo atrás – e condições climáticas favoráveis. Os bons retornos abriram espaços para projetos de investimentos nas propriedades.

“A trajetória de crescimento em relação ao ano anterior deve recuar diante da alta nos custos de combustíveis, fertilizantes, ração e frete, decorrente do conflito geopolítico no Oriente Médio e das subsequentes interrupções no Estreito de Ormuz. A previsão de um “super” El Niño é outra variável importante, com modelos globais antecipando um fenômeno climático intenso. Como consequência, projetamos atualmente uma queda interanual de 3,3% para junho e uma leve redução de 0,1% em julho”, completou Rosalind.

Matéria na íntegra.

Fonte: Farmers Weekly          Tradução livre: www.terraviva.com.br

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