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Destaque Selectus nº 7366

O Índice FAO do Preço dos Alimentos recua ligeiramente em meio à evolução divergente dos preços das commodities

Novas previsões apontam para mais uma colheita global robusta de cereais.

Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: www.terraviva.com.br
O Índice FAO do Preço dos Alimentos recua ligeiramente em meio à evolução divergente dos preços das commodities

O Índice FAO de Preços de Alimentos (FFPI), que acompanha os preços de uma cesta de alimentos comercializados no mercado mundial, registrou ligeira queda em junho, com a redução nas cotações dos cereais, açúcar e produtos lácteos compensando a alta de óleos vegetais e carne, segundo os últimos dados publicados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO).

O FFPI atingiu a média de 130,3 pontos em junho de 2026, um recuo de 0,3% em relação ao valor de maio, mas se mantém 2,2% acima do índice de um ano atrás.

“Ainda que o FFPI tenha caído ligeiramente em junho, os mercados de diferentes commodities continuam reagindo diferentemente à evolução da situação. Dentro de um contexto mundial cada vez mais incerto, a transparência dos mercados, a rápida difusão de informação e a previsibilidade do comércio mundial são essenciais para garantir a segurança alimentar e reforçar a resiliência dos sistemas agroalimentares”, declarou Boubaker Ben-Belhassen, Diretor da Divisão de Mercados e Comércio da FAO.

O Índice FAO dos produtos lácteos atingiu a média de 117,4 pontos em junho, correspondente a queda de 1,7 pontos (ou 1,5%) em relação a maio e de 38,1 pontos (24,5%) em relação ao nível de junho de 2025. Os preços de todas as commodities lácteas, ao nível global, caíram, mesmo que as condições particulares de cada mercado tenham sido divergentes em relação a grupos específicos de produtos. O leite em pó desnatado (SMP) caiu ligeiramente, encerrando cinco meses consecutivos de alta, impactado pela melhora da disponibilidade na União Europeia (UE) e Estados Unidos da América (EUA) coincidindo com a retração da demanda decorrente do aumento contínuo dos preços. O SMP, no entanto, é único produto lácteo a estar sendo negociado com o preço acima do seu nível de junho de 2025. No sentido contrário seguiu o leite em pó integral (WMP) que caiu, diante da fraca demanda de importação chinesa, cujas compras firmes do Sudeste Asiático e Oriente Médio não conseguiram compensar, mesmo com a redução da produção sazonal de leite na Oceania. Os preços da manteiga e do queijo também recuaram, refletindo a melhoria na disponibilidade de leite e o aumento da produção desses produtos na UE e EUA. Tais fatores favoreceram uma maior oferta para exportação e intensificaram a concorrência nos mercados internacionais. Os preços da manteiga permaneceram sob pressão em decorrência do elevado estoque de manteiga de leite, enquanto os preços do queijo mantiveram a tendência de baixa pelo décimo primeiro mês consecutivo. As disponibilidades exportáveis continuam ultrapassando a demanda mundial de importação.

O Índice FAO do Preço dos Alimentos recua ligeiramente em meio à evolução divergente dos preços das commodities

Junto com os produtos lácteos, caíram os índices FAO dos preços de Cereais e Açúcar, em junho. Os Índices de Carne e Óleos Vegetais aumentaram.   

O Índice FAO do Preço dos Alimentos recua ligeiramente em meio à evolução divergente dos preços das commodities

O Índice FAO dos cereais recuou 3,5% em relação ao mês de maio puxado pela baixa das cotações internacionais de milho (-6,2%) e trigo (-4,4%). Mesmo assim continua 2,7% superior ao índice interanual. O índice FAO do arroz, no entanto, subiu 3,2% em junho, diante de uma demanda firme do arroz indica, enquanto as condições climáticas adversas e o aumento dos custos de produção, transporte e comercialização sustentaram os preços do arroz não aromático.

O índice FAO do preço do açúcar diminui 5,7% em relação a maio, sob efeito da baixa dos preços do etanol no Brasil e a depreciação do real brasileiro. As preocupações persistentes quanto ao impacto potencial de El Niño sobre a produção de açúcar na Índia e na Tailândia impediram uma queda geral dos preços internacionais do açúcar.

O Índice FAO de óleos vegetais subiu 3,8% em relação a maio. Os preços mais elevados dos óleos de palma e de colza - impulsionados pelo aumento da demanda por biocombustíveis e pela estabilidade geral dos preços do óleo de girassol - compensaram amplamente a queda nos preços do óleo de soja.

O Índice FAO de carnes subiu 0,5%, atingindo um novo recorde. Os preços internacionais da carne de aves aumentaram, em parte devido à oferta interna, temporariamente, mas apertada, após ajustes na produção realizados em resposta a um excesso de oferta anterior, enquanto os preços das carnes suína e bovina recuaram.

Acesse aqui a matéria na íntegra          

Fonte: FAO – Tradução livre: Terra Viva

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