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Especiais Selectus nº 7374

Leite integral e alimentos de estação para as escolas na UE

Sindicato espanhol, apresentou a proposta “Alimentos europeus, desde a escola”.

Fonte: Apresentação: Terra Viva Imagem de capa: Juan Gomez on Unsplash
Leite integral e alimentos de estação para as escolas na UE

No dia 14 de julho encerrou o prazo para apresentar emendas à reforma da Organização Comum dos Mercados, [um dos 3 pilares da Política Agrícola Comum da União Europeia (UE)], dispositivo europeu que normatiza os mecanismos de intervenção e gestão dos mercados agropecuários. Antes de encerrar o prazo, o Sindicato Unión de Uniones (UyU), que representa os agricultores e pecuaristas da Espanha apresentou ao Parlamento Europeu um pacote de propostas centrado nos alimentos que abastecem as cantinas escolares e na capacidade dos agricultores para negociar em igualdade de condições dentro da cadeia alimentar.

Alimentos europeus, desde a escola

Entre as medidas apresentadas, a entidade propõe reforçar o Programa Escolar da UE priorizando a distribuição de alimentos produzidos na Europa, de época e de qualidade, além de incluir de forma expressa o leite integral entre os produtos que podem ser fornecidos para as escolas.

Para o UyU, este programa não deve se limitar a distribuir alimentos, mas ser uma ferramenta de educação alimentar que permita às crianças e jovens conhecer a origem do que consomem, o trabalho dos agricultores e pecuaristas e o valor de um modelo de produção baseado na qualidade, na proximidade e nos padrões europeus.

Mais poder de negociação frente à grande distribuição

A organização pede que seja reforçado o poder de agricultores e pecuaristas frente à posição dominante das cadeias de distribuição, com o objetivo de favorecer relações comerciais mais equilibradas e melhorar a capacidade de negociação dos produtores. A seu juízo, a reforma da OCM não deve se limitar a modificar normas de mercado, mas servir para unir a agricultura europeia aos consumidores e devolver a capacidade de negociação a quem produz os alimentos.

“A Europa não pode se conformar em produzir alimentos seguros e de maior qualidade para o mundo se não usufrui deles. Tampouco pode pedir mais dos agricultores e pecuaristas enquanto sua capacidade de negociação continua sendo desfavorável diante das grandes cadeias de distribuição de alimentos. Esta reforma da OCM é uma oportunidade para avançar em uma soberania alimentar de verdade”, afirmou Luís Cortés, coordenador estatal da UyU.

O coletivo propõe além disso, fortalecer os instrumentos europeus de gestão de crises e segurança alimentar, ampliar as normas de comercialização e rotulagem a novos setores, proteger determinadas denominações frente a usos indevidos e garantir que as intervenções setoriais continuem contando com financiamento totalmente europeias.

Segundo a organização, o processo de negociação aberto agora no Parlamento Europeu será decisivo para configurar uma OCM capaz de responder à crescente concentração do poder na cadeia de alimentos, reforçar a resiliência do sistema agroalimentar, melhorar a resposta ante futuras crises e aproximar a produção europeia dos consumidores desde a infância.

Matéria na íntegra.

Fonte: Agrodigital       Tradução livre: www.terraviva.com.br


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