Importações brasileiras de produtos lácteos, em Equivalente Litros de leite, sobem em julho
O aumento foi de 9,0% em relação ao mês anterior e 34,2% na comparação interanual.

No
acumulado do ano foi estabelecido um novo recorde. De janeiro a julho, os
lácteos importados, em Equivalente Litros (EqL) de leite superou em 16,4% o
registrado no mesmo período 2025. Em julho houve a segunda maior importação mensal
de produtos lácteos, de 2026, ficando abaixo apenas de março.
As duas
principais categorias, NCM0402 e NCM0406 contribuíram para o recorde. A
categoria do Leite em pó subiu em todos os parâmetros. Em relação ao mês
anterior o crescimento foi de 7,4%. Na comparação interanual 25% e no acumulado
do ano 14,3%. É a maior quantidade de produtos NCM0402 importada nos primeiros
sete meses do ano, dentro da série histórica.
Os
Queijos (NCM0406), em EqL, acompanharam o Leite em pó. Subiram 15% em relação
ao mês anterior, 61% na comparação interanual e 13,7% no acumulado do ano.
Em
valores, as importações de produtos lácteos NCM04 no mês de julho subiram 10,8%
em relação ao mês anterior e foi o maior valor mensal de 2026. Aumentou 32,5%
na comparação com o mês correspondente de 2025, e no acumulado do ano, subiu 10,4%.
A
categoria NCM0402 foi responsável por 61,1% dos gastos com importações de
produtos lácteos. Um percentual que veio caindo durante o ano, chegando ao
menor patamar no mês de julho.
Essa
queda percentual não significou redução das compras de produtos da categoria. O
valor acumulado de janeiro a julho de 2026 é o segundo maior da série
histórica, ficando atrás apenas de 2023. A redução do percentual é decorrente
do aumento das compras Queijos (NCM0406) que subiram 15% em relação a junho de
2026, 61,3% na comparação com julho de 2025 e 13,7% em relação aos gastos nos
primeiros sete meses de 2025. Assim a categoria, que representou em torno de 21%
dos gastos com importações de lácteos no primeiro trimestre de2026, iniciou uma
escalada em abril, para chegar em julho representando 31,4%.
EXPORTAÇÕES
O
aumento de 22,5% das exportações brasileiras, em EqL. no mês de julho, em
comparação com o mês anterior, é pouco significativo porque a base continua
baixa. Além disso, caiu 22,5% na comparação interanual, e 12,9% no acumulado do
ano. É o pior desempenho desde 2018. As exportações, em EqL, representaram
somente 4,6% das importações, nos primeiros sete meses de 2026.
As
divisas geradas com as exportações em julho, subiram 28% e 6,8% em comparação com
o mês anterior e na comparação interanual, respectivamente. No acumulado do ano
houve estabilidade. Mas é um patamar decepcionante para um dos maiores
produtores de leite mundial. O faturamento com exportações, de janeiro a julho
de 2026, correspondeu a menos de 2% de tudo o que foi gasto com a importação de
produtos lácteos no período.
RESULTADOS
O saldo
do comércio brasileiro de produtos lácteos NCM04 permanece negativo em todos os
parâmetros. Em EqL, é um recorde para os sete primeiros meses de um ano.
Ele é
8,5% superior ao do mês anterior. Na comparação interanual subiu 36,6% e no
acumulado do ano, o crescimento foi de 18%.
Em
dólares, os aumentos foram consistentes nos três parâmetros de comparação:
+9,7%; +35,0% e 11,12%, em relação ao mês anterior, a julho de 2025 e no
acumulado de janeiro a julho, respectivamente.
ORIGEM E
DESTINO
As
importações brasileiras de produtos lácteos são oriundas, especialmente do Cone
Sul, responsável por 96% dos valores pagos e 97,6% das toneladas recebidas. O
preço médio dos lácteos NCM04 importados pelo Brasil é de US$ 3.877 a tonelada.
Do Cone Sul, eles chegam pelo valor médio de US$ 3.821 a tonelada.
Os produtos
NCM0402 representam a maior parte das importações brasileiras, 71% de todos os lácteos importados, em EqL, e 70% das toneladas
internalizadas. O principal comprador é o estado de São Paulo, seguido de perto
por Rondônia. Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais formam um
segundo bloco de importadores. O restante é pulverizado em 11 estados
diferentes.
A outra
categoria de grande importância, NCM0406 – Queijos -, respondeu, nesses
primeiro sete meses de 2026, por 28,2% de todos os lácteos importados, em EqL,
mas 22,2% em toneladas. As grandes compras são concentradas nos estados de
Rondônia, São Paulo e Pernambuco. Volumes menos expressivos vão para Santa
Catarina, Paraná, Maranhão e Rio Grande do Norte. Outras 9 unidades da
federação recebem o restante.
As
importações de Queijos aumentaram de abril para cá. No entanto, esse
crescimento parece não estar relacionado à assinatura do acordo comercial União
Europeia-Mercosul. As variações nos volumes parecem mais sazonais do que
resultado do acordo comercial.
Fonte: SECEX/MDIC Redação: www.terraviva.com.br
















