Commodities lácteas na América do Sul não variam, de acordo com o Boletim do USDA
Análise quinzenal do USDA – Relatório 33/2026 de 13 de agosto de 2026, para a América do Sul.

De
acordo com os dados do relatório número 33/2026 do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos da América (EUA) (USDA) a cotação máxima do leite em pó
integral (WMP) na América do Sul encontra-se em US$ 4.500 a tonelada desde 18
de dezembro de 2025, ficando acima das cotações da Europa e da Oceania.
Entretanto,
esse nível de preço não se sustenta nos dados do comércio exterior brasileiro. Em
2026, o preço médio de compra da categoria NCM0402 tem variado em torno de US$ 3.800
a tonelada, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). As
estatísticas disponibilizadas pelo Instituto Nacional do Leite (Inale) do
Uruguai informou que de dezembro de 2025 a julho de 2026, o preço médio do
leite em pó integral, o mais caro da categoria, foi exportado pelo preço médio
de US$ 3.797 a tonelada. Na Argentina, Estatísticas divulgadas pelo
Observatório do Leite (Ocla) mostram que o leite em pó foi negociado pelo valor
de US$ 3.892 a tonelada, e a média de janeiro a junho de 2026 foi de US$ 3.636
a tonelada.
Esses
são os três principais exportadores, importadores e produtores de leite em pó
da América do Sul, que apresentam uma dissociação grande em relação aos dados
divulgados pelo USDA.
Sobre a
conjuntura do mercado da região, o relatório do USDA destaca que, na comparação
interanual, a captação de leite continua encontra-se com percentuais positivos
de crescimento, pressionando os preços pelo lado a oferta. A Argentina,
principal exportador de leite em pó da região, o preço do leite ao produtor
aumentou pelo quinto mês consecutivo, em julho (em valor nominal), ficando
acima do valor do ano precedente. No Chile, o preço mensal ao produtor tendeu
recentemente para baixo em termos nominais, mas manteve uma alta em relação ao
início do ano. Os produtores estão preocupados de que o preço mais alto seja anulado
com o aumento dos custos dos insumos nesta temporada, e que eles acabem sendo
pressionados a aceitarem margens menores.
As
condições meteorológicas trazidas com o fenômeno El Niño estão se
intensificando, com grande probabilidade de atingir a máxima intensidade no
quarto trimestre do ano. Chuvas de primavera acima do normal podem favorecer a
produção de leite na Argentina e no Uruguai, no entanto, chuvas persistentes e
inundações ao longo dos rios Paraná e Uruguai podem prejudicar o pico da
produção nas principais regiões exportadoras.
Fonte:
Usda Análise e tradução livre: www.terraviva.com.br
















