A importação média diária de produtos lácteos sobe, na 2ª semana de agosto
É o 2º maior volume médio diário de 2026 e o terceiro, na série histórica.

Na
comparação interanual, a média diária, em volume, subiu 42,5%, e desta vez, impulsionada
pelas categorias Leite (+46,3%) e Queijo (+34,0%). A importação média diária de
Queijo caiu em relação aos volumes dos quatro últimos meses. No entanto, a
categoria Leite sustentou o segundo maior volume médio diário importado de
2026.
Em valores,
ambas as categorias, Leite e Queijo subiram em percentuais consideráveis: 42,5%
e 42,3%, respectivamente. A importação média diária de Manteiga, na comparação
interanual, recuou 39,2% em volume e 47,1% em valor.
O volume
médio diário de lácteos exportados subiu 6,4%, na comparação interanual, e representou, na 2ª semana de agosto, 18% de tudo o que foi importado. Houve estagnação
nas vendas de produtos das categorias Leite e Queijo e crescimento de 66,5% no volume médio diário de Manteiga exportada.
O valor
médio diário de lácteos exportados subiu 21,2% em relação à média do mesmo mês
do ano passado. As divisas geradas corresponderam a 14,1% dos gastos realizados
com a importação de produtos lácteos até a 2ª semana de agosto. Todas as
categorias contribuíram com o aumento do valor médio diário: Leite (+17,4%);
Manteiga (+110%); e Queijo (+10%). Foi a maior média diária com exportação de
lácteos, desde fevereiro de 2024.
Na
comparação interanual, caiu o preço médio de exportação da Manteiga (-21,2%) e
houve uma recuperação importante, +16,2%, no preço médio de exportação de
produtos da categoria Leite, embora tenha permanecido quase US$ 1.000/tonelada abaixo do
preço médio de importação de produtos da mesma categoria.
O preço médio de exportação de Queijo subiu ligeiramente em relação ao valor de um ano atrás, +0,8%,
recuperando a histórica vantagem competitiva brasileira. O preço médio de exportação de
Queijo ficou quase US$ 2.000/tonelada acima do preço médio de importação.
O melhor
desempenho das exportações contribuiu para reduzir o impacto do aumento das importações
no déficit médio diário do comércio brasileiro de produtos lácteos. Mesmo
assim, até a 2ª semana de agosto, o saldo médio diário de produtos lácteos é o
maior desde junho de 2023, e subiu, 44,5% em relação ao déficit médio diário de
agosto de 2025. Saltou de -US$ 3.169 mil, para -US$ 4.579 mil.
Dados:
SECEX/MDIC
Elaboração:
www.terraviva.com.br
















