Importações de produtos lácteos são mantidas em níveis recordes
A média diária da 3ª semana de agosto subiu 45,1% na comparação interanual.

Em
relação ao mês anterior, a média diária de lácteos importados aumentou 12,5%.
O maior
percentual de aumento recaiu sobre os produtos da categoria Leite, 49,7%,
seguido pelas importações de Queijos, 32,8%, na comparação interanual.
Em valores,
ambas as categorias, Leite e Queijo subiram em percentuais consideráveis: 41,9%
e 40,3%, respectivamente, mantendo os níveis elevados dos quatro meses
anteriores. A importação média diária de Manteiga, na comparação interanual
manteve o recuo das semanas anteriores.
O volume
médio diário de lácteos exportados representaram, na 3ª semana de agosto, 15%
de tudo o que foi importado no mesmo período. Na comparação interanual caiu 8,1%,
puxada pela redução de 12,8% das exportações de produtos da categoria Leite.
Mas contou também com a contribuição dos Queijos, cuja venda média diária
recuou 5,7%, na comparação com agosto de 2025.
Em
valores, as exportações representaram 12% das importações e caíram, na
comparação interanual: Leite (-0,5%) e Queijos (-10,7%), até a 3ª semana de
agosto. Apesar do fraco desempenho, é o melhor resultado médio diário de 2026.
Os
preços médios de importação de produtos das categorias Leite e Manteiga caíram,
tanto na comparação interanual (-5,2% e -11,9%, respectivamente), como em
relação ao mês passado.
Enquanto
isso, o preço médio de importação de Queijo subiu 5,7% em relação à média de
agosto de 2025, e 1,6% na comparação com o julho de 2026.
Do lado
das exportações, caíram os preços médios da Manteiga (-18%) e dos Queijos
(-5,2%), na comparação interanual, enquanto a cotação média dos produtos da
categoria Leite foi reajustada em 14,1% nesse um ano. Aliás, o preço médio de
exportação do Leite é o maior desde julho de 2024. Mesmo assim a tonelada permanece
quase US$ 1.000 abaixo do preço médio de importação.
A queda
média diária das exportações foi suficiente para provocar novo aumento no
déficit médio diário da balança comercial brasileira de produtos lácteos. Nesta
3ª semana de agosto, o déficit médio diário é o maior desde junho de 2023 e
representou aumento interanual de 47,3%, ao sair de -US$ 3.169 mil, em agosto
de 2025, para -US$ 4.671 mil, em agosto de 2026. A categoria Leite é
responsável por 70,5% desse déficit, os Queijos por 29,9%, absorvendo
totalmente o superávit de 0,4% da Manteiga.
Dados:
SECEX/MDIC
Elaboração:
www.terraviva.com.br
















