TOP 20 - RN: Duas décadas de evolução e protagonismo municipal
Em um intervalo de vinte anos, a produção leiteira potiguar revela uma trajetória consistente de crescimento. Em 2004, o estado registrou 201.267 litros de leite; em 2024, esse volume alcançou 394.505 litros – um avanço que reflete não apenas o aumento da produtividade, mas também a resiliência do setor. Acompanhando essa evolução, o rebanho de vacas ordenhadas passou de 225.563 para 259.513 animais, sinalizando ganhos expressivos em eficiência.

Ao analisarmos os dados municipais, elaboramos dois rankings
que revelam a força da capilaridade produtiva. O TOP 20 da produção de leite em
2024 concentra 58% do total estadual, evidenciando a pujança de polos
tradicionais. Já o TOP 20 dos maiores rebanhos responde por 48% do efetivo
animal, mostrando que a distribuição territorial mantém relevância.
A análise da permanência nesses seleto grupos revela dinâmicas distintas. Entre os municípios com maior rebanho, a estabilidade é notável: 15 das 20 cidades que figuraram no ranking de 2004 continuam presentes em 2024 – são elas Caicó, Ceará-Mirim, Cruzeta, Currais Novos, Ielmo Marinho, Jardim de Piranhas, João Câmara, Jucurutu, Mossoró, Nova Cruz, São Fernando, São Gonçalo do Amarante, São João do Sabugi, Serra Negra do Norte e Taipu. Apenas 5 novos municípios ingressam nesse grupo seleto.
Outro dado que merece destaque é a superioridade da média produtiva dos municípios líderes. Em 2024, enquanto a média estadual foi de 1.520 litros/vaca/ano, a média dos TOP 20 alcançou 1.837 litros/vaca/ano – um diferencial de mais de 20%, que aponta para boas práticas e manejo mais intensivo nessas regiões.
















