O rebanho leiteiro do Piauí foi o menor entre os estados do Nordeste, em 2024
Em 2004, a soma de vacas ordenhadas era de 192.269 cabeças; nos vinte anos seguintes, esse efetivo sofreu uma queda acentuada de aproximadamente 50%, chegando a 2024 com 96.040 vacas em lactação.

A expressiva redução no plantel do Piauí refletiu-se diretamente no volume total de leite produzido, que
registrou um recuo de 8% no período: de 75.588 mil litros, em 2004, para 69.667
mil litros, em 2024.
Em contrapartida, a produtividade por animal apresentou excelente crescimento percentual de 85%, saltando de 393 para 725 litros/vaca/ano. Apesar do avanço, esse patamar ainda está longe de ser considerado viável para uma escala de produção comercial competitiva.
Ao analisar os dados publicados pelo IBGE ao longo dessas duas décadas, verifica-se que apenas no quinquênio de 2012 a 2013 há informações sobre o leite adquirido. Nesse período, a soma média da captação não chegou a 10% (estão sob inspeção do SIF e SIE) da produção total do estado no mesmo ano. Além disso, não há qualquer dado disponível sobre captação sob o Regime de Inspeção Municipal (SIM).
Por fim, ao verificarmos o desempenho individual dos municípios, seis deles se destacam com os melhores índices de produção, são eles: Caraúbas do Piauí, Luís Correia, Parnaíba, Piracuruca, São José do Divino, Teresina, servindo de exemplo para que os demais possam seguir essas referências e alavancar a atividade no estado.
















