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Especiais Selectus nº 7413

Importações de leite em pó e queijos são recordes em 2026

Em Equivalente Litros de Leite (EqL), a importação das duas categorias são as maiores desde 2013.

Fonte: Redação e imagem de capa: www.terraviva.com.br
Importações de leite em pó e queijos são recordes em 2026

Embora, no mês de agosto, tenham recuado 2,8% em relação ao mês de julho, no acumulado do ano, as importações, em EqL superam em 18,9% a quantidade registrada em 2025 e estabelecem um novo recorde para o período.

Importações de leite em pó e queijos são recordes em 2026

Na comparação interanual, as importações de produtos lácteos de agosto, são 38,6% superiores às de um ano atrás, como vem ocorrendo desde março.

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As duas principais categorias, NCM0402 e NCM0406 mantêm as importações em níveis elevados, em todos os parâmetros.

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E desde 2013, é a maior quantidade de produtos importados de janeiro a agosto, em EqL, das duas categorias.

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Importações de leite em pó e queijos são recordes em 2026

As importações de produtos lácteos NCM04 no mês de agosto, em valores, subiram 35,2% na comparação interanual, mas caiu 3,6% em relação a julho. Acumula, no entanto, nos oito primeiros meses do ano, o maior valor, desde 2013.

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A categoria NCM0402 foi responsável por 63,6% dos gastos com importações de produtos lácteos no mês de agosto e, na comparação interanual, subiu 37,2%. No acumulado do ano, é o segundo maior valor desde 2013.

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Os Queijos (NCM0406) estão mantendo a escalada de compras iniciada em março, e apesar de ter reduzido em 10% o valor gasto com as importações da categoria, em comparação com o mês anterior, as compras continuam em níveis elevados, e de janeiro a agosto, os valores gastos são os maiores para o período, dentro da série histórica.

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EXPORTAÇÕES          

As exportações estão em mínimos históricos. Em EqL. no mês de agosto, houve queda de 4,8% em comparação com agosto de 2025. No acumulado do ano, a redução é mais acentuada, 40%. Em nenhum mês de 2026, até agosto, as remessas superaram as de 2025.

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As divisas geradas com as exportações de produtos lácteos, de janeiro a agosto de 2026, caíram pouco mais de 1% em relação aos níveis mínimos do ano passado, e representaram somente 7,7% dos gastos realizados com as importações.

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RESULTADOS

O saldo do comércio brasileiro de produtos lácteos NCM04 permanece negativo em todos os parâmetros. Em EqL, continua superando os recordes anteriores.  

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Em dólares, também mantém a escalada. Nos oito primeiros meses de 2026, o déficit estabelece um novo teto, e já é três vezes maior do que o déficit médio registrado nos anos que vão de 2013 a 2022.  

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Os produtos NCM0402 respondem por 69% desse déficit, e os NCM0406 por 27,7%.

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ORIGEM E DESTINO

As importações brasileiras de produtos lácteos são oriundas, especialmente do Cone Sul, responsável por 96% dos valores pagos e 98% das toneladas recebidas. O preço médio dos lácteos NCM04 importados pelo Brasil, de janeiro a agosto de 2026, foi de US$ 3.891 a tonelada. Do Cone Sul, eles chegam pelo valor médio de US$ 3.825 a tonelada.

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Os produtos NCM0402 representam a maior parte das importações brasileiras, chegando a representar 71% de todos os lácteos importados, em EqL, enquanto os Queijos (NCM0405) respondem por 28% das importações.

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As exportações brasileiras de produtos lácteos, embora tenham representado menos de 8% das importações de janeiro a agosto de 2026, elas possuem acesso a mais de cem mercados. O principal é o dos Estados Unidos da América (EUA), que foi responsável por 17% de tudo o que o Brasil exportou nos oito primeiros meses de 2026, em valores. Em volume, a China é líder, adquirindo produtos de menor valor agregado, especialmente soro de leite. Em 2026, o Egito surgiu como um importante cliente, ocupando a segunda colocação em valores, através da aquisição de produtos NCM0405 (Manteiga).

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As divisas geradas com as exportações de lácteos se distribuem entre cinco, das principais categorias de lácteos, ficando de fora a categoria NCM0403 que tem uma participação apenas marginal, 2,5%.

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Fonte: SECEX/MDIC

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