Aprovado no Senado, Profert sinaliza avanço a longo prazo, mas falha em conter crise imediata de insumos
Em agosto deste ano, o Senado aprovou o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), que prevê até R$10 bilhões em subsídios e créditos fiscais vinculados à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) ao longo dos próximos cinco anos. A medida visa fomentar a modernização, reativação e instalação de novas plantas industriais no país, estabelecendo metas graduais de mistura obrigatória de fertilizantes nacionais aos produtos.

Embora não solucione os gargalos emergenciais imediatos de custo e oferta internacional de matérias-primas como o enxofre, o marco legal institucionaliza uma política de Estado voltada a blindar a segurança alimentar e a soberania produtiva do agronegócio brasileiro em médio e longo prazos. No entanto, por si só, pouco ajuda a solucionar os problemas econômicos pelos quais passa o agronegócio nacional e global.
















