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Especiais Selectus nº 7418

Tecnologia do setor lácteo não inclui capacitação da mão de obra

Essa foi a conclusão do relatório: Digitalizando o Setor Lácteo, da UWS.

Fonte: Apresentação: Terra Viva Imagem de capa: Christopher Stites on Unsplash
Tecnologia do setor lácteo não inclui capacitação da mão de obra

Um relatório da University of the West of Scotland (UWS) alerta que o setor lácteo do Reino Unido pode ficar estagnado caso a capacitação da força de trabalho não acompanhe os rápidos avanços tecnológicos.

O estudo constatou que as empresas adotam, cada vez mais, sistemas baseados em dados, automação, sensores e outras tecnologias digitais, sem, no entanto, evoluir no mesmo ritmo a capacitação de pessoal.

O documento destaca que o setor lácteo continua sendo um dos mais estratégicos para a produção de alimentos no Reino Unido, contribuindo para a segurança alimentar, a economia rural, as exportações e a resiliência do sistema agroalimentar. Alerta, no entanto, que o sucesso futuro dependerá de uma força de trabalho com competências necessárias para utilizar a inovação de forma eficaz.

Lynne Somerville, uma das autoras do estudo afirma: “O setor de laticínios vem passando por rápidas mudanças. Em toda a cadeia, as empresas já utilizam mais dados, sistemas digitais, automação e ferramentas de sustentabilidade, mas o desenvolvimento da força de trabalho está ficando para trás, não acompanhando o ritmo da mudança. Este relatório não pretende apontar a tecnologia como única solução. O futuro da cadeia láctea dependerá da capacidade dos atores de adquirir competências e obter a confiança necessária para utilizar a inovação de forma eficaz. As carreiras modernas do setor aliam cada vez mais, bem-estar animal à produção de alimentos e à engenharia, bem como a gestão de dados dentro de uma abordagem de sustentabilidade, e habilidades comerciais. Essa é uma histórica forte, mas que precisa se tornar mais visível para os jovens e para aqueles que talvez nunca tenham considerado o setor de laticínios como uma opção de carreira”.

À medida que o setor lácteo se torna mais digital, há necessidade de combinar conhecimentos tradicionais de produção com capacitação técnica, analítica e de sustentabilidade. O documento cita pesquisas indicando que 84% dos produtores de leite que tentaram contratar pessoal receberam pouquíssimos candidatos qualificados, e às vezes nenhum.

O relatório recomenda trajetórias de carreiras mais claras e formação prática através de experiências de trabalho mais fortes e conectadas à vida rural, acessíveis a jovens, mulheres, pessoas que buscam novas profissões e ex-militares. O relatório destaca a importância entre a experiência profissional e a formação educacional voltada para o mercado de trabalho como formas de enfrentar a escassez de mão de obra qualificada e aumentar a conscientização sobre carreiras no setor de laticínios.

O documento foi elaborado no âmbito do “Digital Dairy Chain”, um programa de 21 milhões de libras com duração de cinco anos, com o objetivo de apoiar a inovação, a produtividade e o crescimento do setor de laticínios em Cumbria e no sul e oeste da Escócia.

Fonte: Dairy Industries           Tradução livre: www.terraviva.com.br

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