Tecnologia do setor lácteo não inclui capacitação da mão de obra
Essa foi a conclusão do relatório: Digitalizando o Setor Lácteo, da UWS.

Um
relatório da University of the West of Scotland (UWS) alerta que o setor lácteo
do Reino Unido pode ficar estagnado caso a capacitação da força de trabalho não
acompanhe os rápidos avanços tecnológicos.
O estudo
constatou que as empresas adotam, cada vez mais, sistemas baseados em dados,
automação, sensores e outras tecnologias digitais, sem, no entanto, evoluir no
mesmo ritmo a capacitação de pessoal.
O
documento destaca que o setor lácteo continua sendo um dos mais estratégicos
para a produção de alimentos no Reino Unido, contribuindo para a segurança
alimentar, a economia rural, as exportações e a resiliência do sistema
agroalimentar. Alerta, no entanto, que o sucesso futuro dependerá de uma força
de trabalho com competências necessárias para utilizar a inovação de forma
eficaz.
Lynne
Somerville, uma das autoras do estudo afirma: “O setor de laticínios vem
passando por rápidas mudanças. Em toda a cadeia, as empresas já utilizam mais
dados, sistemas digitais, automação e ferramentas de sustentabilidade, mas o
desenvolvimento da força de trabalho está ficando para trás, não acompanhando o
ritmo da mudança. Este relatório não pretende apontar a tecnologia como única
solução. O futuro da cadeia láctea dependerá da capacidade dos atores de adquirir
competências e obter a confiança necessária para utilizar a inovação de forma
eficaz. As carreiras modernas do setor aliam cada vez mais, bem-estar animal à
produção de alimentos e à engenharia, bem como a gestão de dados dentro de uma
abordagem de sustentabilidade, e habilidades comerciais. Essa é uma histórica
forte, mas que precisa se tornar mais visível para os jovens e para aqueles que
talvez nunca tenham considerado o setor de laticínios como uma opção de
carreira”.
À medida
que o setor lácteo se torna mais digital, há necessidade de combinar conhecimentos
tradicionais de produção com capacitação técnica, analítica e de
sustentabilidade. O documento cita pesquisas indicando que 84% dos produtores
de leite que tentaram contratar pessoal receberam pouquíssimos candidatos
qualificados, e às vezes nenhum.
O
relatório recomenda trajetórias de carreiras mais claras e formação prática
através de experiências de trabalho mais fortes e conectadas à vida rural,
acessíveis a jovens, mulheres, pessoas que buscam novas profissões e ex-militares.
O relatório destaca a importância entre a experiência profissional e a formação
educacional voltada para o mercado de trabalho como formas de enfrentar a
escassez de mão de obra qualificada e aumentar a conscientização sobre
carreiras no setor de laticínios.
O
documento foi elaborado no âmbito do “Digital Dairy Chain”, um programa de 21
milhões de libras com duração de cinco anos, com o objetivo de apoiar a
inovação, a produtividade e o crescimento do setor de laticínios em Cumbria e
no sul e oeste da Escócia.
Fonte: Dairy
Industries Tradução livre: www.terraviva.com.br
















