Importações de lácteos continuam firmes em setembro de 2026
O volume médio diário subiu 39,5%, na comparação interanual.

Há
crescimento consistente das importações de produtos das categorias Leite e Queijo
até a 3ª semana de setembro, pela média diária. O maior aumento percentual foi
de Leite, 42%, em relação à média diária de setembro de 2025, e de 34,1% na
compra de Queijo, na mesma comparação. O nível, é o segundo maior da série
histórica, ficando abaixo apenas de março de 2026.
Em
valores, o crescimento geral foi de 34,6%, sustentado pelas importações,
principalmente de produtos das categorias Leite e Queijo, superando em 10% o
recorde anterior, que havia sido estabelecido em maio de 2026.
A
importação média diária de produtos da categoria Queijo permanece em níveis
recordes. É a segunda maior quantidade da série histórica, ficando abaixo
apenas do volume médio diário de novembro de 2024. Um contraste desconcertante
em relação às exportações de produtos da mesma categoria, que chega ao menor volume
médio diário exportado dentro da série histórica e representa apenas 1,7% do volume médio importado.
Paulatinamente a categoria abandonou o protagonismo que já representou nas
exportações brasileiras de produtos lácteos.
O valor
médio diário também recuou. Até a 3ª semana
de setembro representou somente 2% do valor gasto com a compra de produtos da mesma
categoria.
Como os
preços médios de exportação das categorias Leite e Manteiga continuam
inferiores aos preços médios de importação, e a categoria Queijo que possuía
alguma vantagem nesse quesito reduziu o volume de exportação ao menor nível de
todos os tempos, o déficit da balança comercial brasileira de produtos lácteos
permanece elevada. Até a 3ª semana de setembro, o déficit médio diário de -US$
4,978 milhões, é o maior já registrado, mesmo que tenha caído em relação à
média de -US$ 5,2 milhões da semana anterior.
Dados:
SECEX/MDIC
Elaboração:
www.terraviva.com.br
















