Rebanho bovino responde por 81% do leite mundial, destaca a FAO
A produção pecuária fornece um terço da proteína disponível, ao nível mundial.

A maior
parte é procedente de sistemas mistos de produção agrícola e pecuária e
sistemas avícolas, segundo um novo estudo da Organização das Nações Unidas para
a Alimentação e a Agricultura (FAO).
O
trabalho: “Contribuição do setor pecuário para a segurança alimentar e os
sistemas agroalimentares sustentáveis: benefícios, limitações, sinergias e
compensações”, é o terceiro de uma série elaborada a pedido dos membros da FAO
para realizar uma avaliação mundial, exaustiva e baseada em evidências
científicas sobre a contribuição do setor pecuário para a segurança alimentar, sistemas
agroalimentares sustentáveis, nutrição e dietas.
Os
sistemas mistos de cultivo e pecuária, assim como os sistemas de produção avícolas,
representam cada um, em torno de 30% da oferta mundial de proteínas procedentes
da pecuária. Os sistemas de pastagens contribuem com 12%, os sistemas de
produção suína 19% e a unidades de engorda com apenas 3%.
Quanto à
produção mundial anual de carne, os ruminantes fornecem 26%, enquanto os monogástricos,
como frangos, representam 74%. Por outro lado, o gado bovino fornece 81% da
produção mundial de leite.
As granjas
de engorda e os sistemas de produção intensiva têm uma importante relevância
econômica. Sem dúvida, grande parte da contribuição da pecuária para a
segurança alimentar sustenta os mercados nacionais e locais. Somente 15% de
carne, 12% do leite e produtos lácteos e 3% do ovo é comercializado através das
fronteiras internacionais.
O setor
pecuário atravessa uma transformação
Ao mesmo
tempo, o setor pecuário vive um processo de transformação que deve continuar
nas próximas décadas. A concorrência por terras, entre a produção de ração e
alimentos, em um contexto de estabilização da expansão de terras de cultivo e o
desmatamento, está impulsionando uma maior utilização de subprodutos
agroindustriais e outras fontes de alimentação menos convencionais.
Também
aumenta o interesse em aproveitar pastagens e terras marginais para aumentar a
oferta de fontes de alimentos de origem animal terrestre (TASF, sigla em
inglês).
As
prioridades de investimento público incluem o controle de doenças de animais, recria
e nutrição do rebanho, melhorias genéticas e o fortalecimento da infraestrutura
de pesquisa. O investimento privado é concentrado em aumentar a produtividade
dentro das fazendas, especialmente na produção de leite, assim como melhorar a
infraestrutura.
Diferenças
entre os sistemas de produção.
Os
sistemas mistos de produção agrícola e pecuária contribuem para as três
dimensões da sustentabilidade, além de favorecer a resiliência e a bioeconomia.
Em contrates, os sistemas de produção com alta dependência de insumos externos
recebem maior apoio devido sua maior contribuição econômica.
Os
sistemas baseados em pastagens contribuem para sustentabilidade ambiental e
social, assim como para a resiliência e a bioeconomia, embora apresentem uma
contribuição comparativamente menor para a estabilidade econômica frente a
outros sistemas de produção pecuária.
Fonte: Ganaderia.com Tradução livre: www.terraviva.com.br
















