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Preços e seca abalam a confiança na Nova Zelândia

Boas chuvas em algumas áreas da Ilha Norte aumentaram a contagem de esporos, mas chuvas significativas continuam ausentes em regiões secas que ainda sofrem com temperaturas acima de 30º C. A baixa precipitação foi registrada em 13 regiões, em janeiro, em ambas as ilhas, com apenas 10% do volume de chuva normal. A irrigação em Opunha quase parou, e depois de alguma recuperação do nível de água, o fluxo do Rangitata voltaram a níveis estáveis. A confiança dos agricultores despencou, com o golpe triplo: escassez de alimentos, preços baixos, e aumento do custo de produção que passou para NZ$ 6,20/kgMS. O serviço de meteorologia (NIWA) prevê 60% de chances de existir El Niño nos próximos três meses, e os agricultores devem fazer o planejamento para enfrentarem um outono seco. Técnicos dos produtos de leite na Ilha Norte estão recomendando os produtores com problemas de alimentação a abaterem de 80 a 90% do rebanho, tirar leite apenas uma vez por dia, e suplementar apenas com alimentos disponíveis. A especialista em agronegócio da Nova Zelândia, Landcorp, informou que houve queda de 43% nos lucros, pois até mesmo o maior fazendeiro do país está lutando com o baixo preço das commodities e com a seca. No último globalDairyTrade os agricultores tiveram um estímulo muito necessário, neste momento, o aumento de 9,4% nos preços, liderado pelo leite em pó integral, que teve 19% de alta em sua cotação, propiciando ganhos acumulados de 25%, em 2015. Com base nesses aumentos, alguns analistas de bancos reviram os pagamentos (a Westpac prevê NZ$ 5/kgMS em 2014/15), mas a Synlait está muito pessimista e reduziu sua previsão para NZ$ 4,40/kgMS, diante da falta de demanda da China e os altos estoques globais.

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