Importações de produtos lácteos voltam a subir na 3ª semana de outubro
Pela média diária, o volume subiu 29,1% na comparação interanual.

Em relação
ao mês anterior houve crescimento de 4,9% de lácteos importados, e é o maior
volume médio diário registrado em toda a série histórica.
O
resultado foi decorrente do aumento simultâneo das compras de produtos das categorias
Leite (+18,4%) e Queijo (+91,8%), na comparação interanual.
A
importação média diária de Leite foi a segunda maior do ano e da série
histórica.
Embora
não tenha superado o mês anterior o volume médio de Queijos importados é o
terceiro maior do ano, e ficou apenas 7,2% abaixo do recorde estabelecido em
novembro de 2024. Junte-se a isso o fato de o volume médio diário exportado ter chegado
ao menor valor registrado desde 2021, e representar somente, 1,7% do volume
importado.
O valor
médio diário de produtos lácteos importados superou o recorde do mês anterior, estabelece
um novo patamar, e é 31,8% superior ao valor médio de um ano atrás.
O
desempenho é decorrente do aumento excepcional das importações de produtos da
categoria Leite, que só ficou abaixo do resultado de junho de 2023, e superou
em 14,9% o valor médio diário de outubro de 2025.
As
importações de Queijos acompanharam de perto, as do Leite. Ainda que o valor
médio diário tenha recuado em relação ao recorde do mês anterior, é o terceiro
maior da série histórica.
A média
diária das exportações de produtos lácteos, até a 3ª semana de outubro, em
volume, subiu 20% na comparação interanual, e é a maior média desde maio de
2025. Houve crescimento de 12,4% na exportação média de Leite e de 88,5% com a
exportação de Manteiga. No entanto, caiu 38,1% nas vendas de Queijo.
O volume
médio diário exportado representou 18% do volume médio importado.
A média
diária exportada, em valor, subiu 50,9% na comparação interanual, bem acima do
percentual de alta do volume. Esse percentual representou o crescimento de 50%
nas receitas com as exportações de produtos da categoria Leite e de 120% nas
exportações de Manteiga. Ao cair 35,3%, os Queijos amorteceram o crescimento
potencial das receitas com exportações.
A trajetória
da Manteiga é oposta à do Queijo. Embora mostrando muita volatilidade, o volume
exportado de Manteiga se mantém acima do importado ao longo de 2026.
Os
percentuais do volume não se traduzem integralmente em faturamento, mas a Manteiga
é a única commodity láctea a ter superavit na balança comercial, em 2026.
A falta
de resultados financeiros compatíveis com o crescimento do volume exportado, é
decorrente da disparidade entre o preço médio de exportação e o preço médio de
importação.
A única
categoria em que o preço médio de exportação é superior ao de importação é
Queijo. Entretanto, o volume exportado, como observado anteriormente, é o menor
em mais de cinco anos. Já o preço médio de exportação da Manteiga e do Leite, representam
76,8% e 52% do preço médio de importação das respectivas categorias.
O
impacto dessa discrepância é grande, e o esforço exportador não reduz o déficit
médio diário da balança comercial de produtos lácteos. Até a 3ª semana de
outubro, o déficit médio diário continua ligeiramente abaixo do recorde de
setembro, ambos, acima de US$ 5 milhões.
O
déficit médio diário de US$ 5,01 milhões de outubro é 29,3% superior ao déficit
médio de US$ 3,88 registrado em outubro de 2025.
Dados:
SECEX/MDIC
Elaboração:
www.terraviva.com.br
















