Água: situação agrava pobreza e mata 500 mil crianças/minuto
Cerca de 750 milhões de pessoas no mundo vivem sem acesso à água potável, o que resulta na morte de cerca de 500 mil crianças por ano.
Os dados foram divulgados pela organização não governamental (ONG) Plan Internacional quatro
dias antes do Dia Mundial da Água, que será comemorado domingo.
A ONG, que se dedica à proteção aos direitos da infância, lembrou que o recolhimento de água é um trabalho de mulheres e, sobretudo, de crianças, na maioria dos países em desenvolvimento de África, Ásia e América.
“A falta de água de qualidade e potável agrava a pobreza dos países em desenvolvimento e causa "subnutrição e morte. Uma criança morre por minuto devido à falta de acesso à água limpa”, destaca a ONG.
Ano passado, a Plan Internacional investiu cerca de 42 milhões de euros (cerca de R$ 143 milhões) em projetos de água e saneamento e na melhoria de instalações sanitárias de cerca de 800 mil famílias.
“Embora a meta fixada pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), de 89% de cobertura de água potável em nível mundial, tenha sido alcançada em 2012, ainda há 45 países que não conseguiram chegar a esse objetivo e não deverão atingí‐lo até 2026”, destaca a ONG.
A diretora‐geral da Plan Internacional na Espanha, Concha Lopez, observou que o acesso a água potável melhora de forma decisiva aspectos como educação e igualdade de gênero.
Concha acrescentou que ter um ponto de água próximo de casa melhora os índices de presença na escola e “contribui para o cumprimento de outro ODM: garantir a educação primária universal”.
Os programas da ONG incluem um projetos contra doenças como malária e cólera em Kayes, no Mali, com financiamento da União Européia (UE), para distribuir água potável a cerca de 20 mil pessoas.
















