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Globalização E Mercosul Selectus nº 5052

Efeito Trump acelera preço dos metais, mas não afeta agrícolas, aponta banco

Commodities - Os metais, que já estavam em alta, voltaram a subir com a eleição de Donald Trump para a Presidência dos Estados Unidos. Há uma melhor expectativa de demanda, tanto na China como nos Estados Unidos.

Fonte: Folha de SP

A alta nas commodities metálicas foi de 19% desde o final de setembro. Já os preços das demais commodities tiveram pouca reação. É o que mostra o ICI (Índice de Commodities Itaú). Apesar da safra mundial recorde de grãos e da elevação global dos estoques, os produtos agrícolas se mantêm estáveis nas últimas semanas, graças à forte demanda. Enquanto o milho tem preços estáveis desde o final de setembro, a soja subiu 3% e o trigo caiu 2%. Os analistas do Itaú advertem, no entanto, para o risco de redução de oferta de grãos, devido ao efeito da La Niña na região Sul no final do ano. Já a região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) deverá ser beneficiada pelas chuvas, compensando eventual quebra no Sul. Dois produtos, no entanto, deverão continuar com preços firmes durante 2017: açúcar e café. Em ambos os casos há uma redução na oferta de produto. No caso do açúcar, os analistas do ICI estimam déficit de 3,6 milhões de toneladas na safra 2016/17. Essa oferta menor do que o consumo ocorre depois de um déficit de 10 milhões de toneladas em 2015/16. No final de 2017, o café deverá atingir US$ 1,70 por libra-peso, enquanto o açúcar estará em 20 centavos de dólar por libra-peso. Para o minério de ferro, a estimativa é de US$ 55 por tonelada, enquanto o petróleo sobe para US$ 54 no final do próximo ano.

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