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Marcas - A empresa resultante da fusão entre Heinz e Kraft Foods, com sede nos Estados Unidos, tem potencial para expandir seu portfólio de marcas para outros países.

No Brasil, portfólio de marcas deve crescer Por Cibelle Bouças | De São Paulo A empresa resultante da fusão entre Heinz e Kraft Foods, com sede nos Estados Unidos, tem potencial para expandir seu portfólio de marcas para outros países. No caso do Brasil, a companhia poderá usar a infraestrutura da Heinz para trazer produtos de mercearia da Kraft Foods vendidos nos EUA.

Questionada em relação à operação no Brasil, a Heinz informou que a fusão cria uma base para expansão no futuro: "Nossas marcas combinadas e negócios terão ganho de e relevância, nos EUA e internacionalmente". Para Lianne van den Bos, analista de alimentos da Euromonitor International, em Londres, a fusão pode facilitar o fortalecimento da Kraft Foods na área de mercearia fora dos EUA, incluindo o Brasil.

"A Heinz pode se beneficiar da estrutura de distribuição que a Kraft possui nos EUA. Em outras regiões, como Europa, Ásia e Austrália, a Kraft pode aproveitar a estrutura da Heinz", disse a analista. No Brasil, a Heinz tem operação em crescimento, enquanto a Kraft Foods perdeu força a partir de 2012, quando houve a cisão da companhia, criando-se a Mondelez. Na avaliação da analista, a nova empresa poderia trazer para o Brasil produtos bem sucedidos da Kraft nos Estados Unidos como molhos, queijos processados e comida para bebês. Hoje, a do seu negócio na América do Norte. Em 2014, a empresa registrou alta de 2,2% na receita líquida, para US$ 4,7 bilhões. E teve lucro líquido de US$ 931 milhões, ante prejuízo de US$ 398 milhões um ano antes. Já a Heinz concentra 39% das suas vendas na América do Norte. Outros 27% são vendidos na Europa.

A América Latina responde por 8% da sua receita global. No mundo, a companhia encerrou 2014 com receita de US$ 10,9 bilhões, queda de 4,6% no ano, e lucro líquido de US$ 657,1 milhões. ante US$ 18 milhões em 2013. No Brasil, a Heinz possui fábrica em Nerópolis (GO), onde são produzidos atomatados. Além dos molhos, a Heinz também é dona da marca de enlatados Quero, composta por mais de 100 itens. A Heinz comprou 80% da Quero em 2011, por R$ 1 bilhão. A operação foi concluída em 2013. As vendas da Heinz no Brasil respondem por 60% da sua operação na América Latina. As vendas na região cresceram 16,2% em 2014, para US$ 900 milhões. A companhia emprega 1.990 pessoas no Brasil, na fábrica de Nerópolis e em Barueri (SP). De acordo com a Euromonitor, a Heinz detém 0,5% de participação no mercado brasileiro de alimentos processados. Em enlatados, a Quero é a terceira colocada no mercado, atrás do Grupo Calvo e da Camil Alimentos.

Pelo ranking da Abras, a Heinz é a segunda marca em mostardas, com 24% de participação, atrás da Hellmann's, da Unilever, com 26%. Em catchup, é a segunda colocada, com 20% de participação. A marca Quero é a maior no segmento de ervilhas em conserva, com 29% de participação, e a primeira em milho em conserva, com 31% do mercado. A marca está entre as cinco maiores em outros itens de mercearia. A Kraft Foods tinha como principal item de mercearia no Brasil o cream cheese Philadelphia, marca que é operada pela Mondelez. Em 2012, a Kraft Foods cindiu sua operação, concentrando a parte de mercearia na Kraft Foods. A parte de chocolates, biscoitos, balas e chicletes ficou com a Mondelez. No Brasil, a Mondelez também detém as marcas Tang e Royal. Segundo as empresas, a Mondelez tem operação totalmente independente e não está envolvida na fusão. Fonte: Valor Econômico

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