ESPECIAIS
Publicado em: 09/04/2026
Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: www.terraviva.com.brAs importações de produtos lácteos subiram mais de 30% em março de 2026
Em equivalente litros de leite (EqL),
as importações de produtos lácteos no mês de março alcançaram a maior
quantidade para um único mês, pelo menos desde 2013. Foram 230 milhões de
litros EqL, o que corresponde, por exemplo, ao leite captado pela indústria no
estado de São Paulo em dezembro de 2025, ou pouco menos da metade de todo leite
entregue nas plataformas das indústrias de Minas Gerais no mesmo mês.
O aumento de 32,7% em relação a março
2025, e de 30,4% em relação ao mês de fevereiro foi impulsionado pela categoria
NCM0402, cujas importações cresceram 39,6% e 34,8%, respectivamente, nos mesmos
parâmetros de comparação.
Com isso, a categoria do leite em pó
atingiu uma quantidade recorde de compras em um primeiro trimestre, desde 2013.
Em estados como Santa Catarina, Paraná
e Goiás, onde existe legislação em vigor ou em andamento proibindo a
reconstituição de leite a partir de leite em pó importado, as compras foram
contidas. Mas, nos cinco maiores estados importadores, o crescimento foi
considerável, no mês de março. Em Rondônia, por exemplo, o volume importado
aumentou 60,6% em relação ao mês anterior, superou em 42,2% as compras de São
Paulo e representou no trimestre, 32,8% do volume total de produtos NCM0402
importado pelo Brasil.
Em dólares, as importações de produtos
lácteos NCM04 só ficaram abaixo das importações recordes para um mês de março, ocorridas
em 2023. É o segundo maior valor já registrado, no 1º trimestre do ano, desde
2013.
A contribuição da categoria NCM0402
foi decisiva para o resultado, representando 71,8% de todo o gasto com
importação de lácteos no mês de março. Além disso, subiu 29% em relação ao
mesmo mês de 2025, e 32,3% na comparação com o mês anterior.
A categoria Queijo, cuja quantidade em
EqL subiu 5,3% em relação a março de 2025, e 26,8% na comparação com fevereiro, também ontribuiu para o aumento do desequilíbrio do comércio exterior de lácteos.
No entanto, foi beneficiada pela
redução das compras nos dois primeiros meses do ano, e acabou ficando com a
terceira maior quantidade (em EqL) de queijos importados, num 1º trimestre
desde 2013. Ainda assim, um patamar historicamente elevado.
Em dólares, os Queijos mantiveram o
mesmo patamar de março de 2025, mas, cresceram 30,3% em relação ao mês de
fevereiro de 2026. Totalizou o terceiro maior valor histórico para um 1º trimestre.
Exportações
As exportações brasileiras, em EqL,
ficaram no segundo menor patamar para um mês de março, em 14 anos e representou
somente 3,7% da quantidade de lácteos importados.
Partindo de uma base de comparação
muito fraca, subiu 7,8% em relação a fevereiro de 2026, mas, houve queda
interanual de 22,6%.
Em valores, o desempenho das
exportações continua em níveis baixos. No acumulado do 1º trimestre apresenta o
pior resultados dos últimos três anos.
Balança Comercial
O saldo negativo da balança comercial,
em EqL, é o pior para um mês de março, desde 2013. Subiu 34% tanto na
comparação interanual, como em relação ao mês anterior.
No trimestre, ficou apenas 0,7% abaixo
do recorde negativo registrado no 1º trimestre de 2025.
Em valores, o saldo negativo no 1º
trimestre de 2026 caiu 7.5%, em relação ao saldo negativo do 1º trimestre de
2025.
Os produtos NCM0402 responderam por
74,5% do saldo devedor do comércio brasileiro de produtos lácteos no 1º
trimestre de 2026.
Dados: SECEX/MDIC
Elaboração: www.terraviva.com.br













