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ESTATISTICAS DE INTERESSE DA CADEIA LÁCTEA

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Quanto o produtor de leite pagará pela conta de luz?

DESTAQUE

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Publicado em: 10/04/2026

Fonte: Apresentação: Terra Viva Foto de capa: Raphael Cruz on Unsplash

Quanto o produtor de leite pagará pela conta de luz?

A tarifa horária (branca) está chegando...

Se não houver mobilização dos produtores para conseguirem alguma alteração na proposta inicial, ou ajustar o horário de funcionamento das fazendas, ele também pagará, boa parte do prejuízo que o sistema elétrico está tendo pelo descompasso entre o modelo regulatório atual e o crescimento acelerado das fontes de energia limpa.

A ANEEL estuda modernizar tarifas e permitir economia aos consumidores”. Esse é o título da matéria divulgada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) no dia 07 de novembro de 2025, sem muita repercussão na mídia. O artigo mostra subtítulos como: “A oportunidade: pague menos usando a energia quando ela é mais barata”, ou “Modernização e Eficiência para Todos”.

Informa no final que o assunto passará por uma Consulta Pública, e após análises das contribuições, a implementação ocorrerá ainda em 2026.

A Consulta Pública, de número 046/2025, ficou aberta de 10/12/2025 a 09/03/2025 e teve como objeto: “Obter subsídios para discutir com a sociedade a aplicação automática de Tarifa Horária (Tarifa Branca) para os consumidores de baixa tensão dos subgrupos B1 (residencial), B2 (rural) e B3 (comercial, industrial e outros) com consumo mensal igual ou superior a 1 MWH.

Sabe-se, no entanto, desde o início do ano passado, que o excesso da produção de energia solar vem gerando prejuízos bilionários para a distribuidoras.

Logo após a matéria do G1, de 18 de setembro de 2025 “Excedente de energia renovável gera problema para o sistema elétrico brasileiro” também o Instituto Acende Brasil (observatório do setor elétrico brasileiro), alertou: EXCESSO DE ENERGIA COLOCA BRASIL SOB RISCO DE APAGÃO.

Então, o que era para ser uma solução mais barata para os consumidores e um alívio para o meio ambiente, vem se tornando um problema financeiro gigantesco para o setor elétrico brasileiro.

Assim, a proposta da ANEEL parece ser equacionar a questão, jogando a conta no colo dos setores mais vulneráveis e com menor representatividade política. Dentre eles, o produtor de leite. Das 85 contribuições feitas à consulta pública 046/2025, não está nenhuma entidade representante da cadeia láctea.

Por isso, mesmo que tardiamente, é o momento de o setor ficar atento ao relatório elaborado pela TR Soluções: “O Fim da Inércia: Como a Nova Tarifa Branca pode Redesenhar o Mercado de Baixa Tensão”, que, diz o seguinte: “Ciclo de dois turnos (Curva 9): apresenta elevações pela manhã e no período da tarde/início da noite, comum em atividades como a pecuária leiteira (ordenha e resfriamento matinal e vespertino). Trata-se de um perfil mais sensível ao risco tarifário, pois a operação do fim da tarde pode coincidir com o horário de Ponta”.

Para realização do estudo a TR Soluções utilizou dados da CEMIG e idealizou os cenários prováveis das tarifas, e acrescentamos os horários normais de ordenha e resfriamento de leite.


A Aneel prevê a transição automática e compulsória para a tarifa horária dos maiores consumidores dos subgrupos B1 (residencial), B2 (rural) e B3 (comercial, industrial e outros) — aqueles com consumo superior a 1.000 kWh/mês — até o fim de 2026. 

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